Curitiba testa táxi elétrico

Luana Caires
22.12.2010

O Palio Weekend adaptado para rodar com eletricidade, foto: Copel

O primeiro táxi elétrico do Brasil já está circulando na capital paranaense e cobra menos do que os convencionais. Por enquanto, ele atende apenas os usuários do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, mas a expectativa é de que a cidade tenha uma frota até a Copa de 2014. Desenvolvido pela Copel, em parceria com a Itaipu Binacional e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), o veículo parte de um projeto experimental para avaliar o impacto dessa tecnologia sobre o sistema elétrico da cidade, quando esse tipo de veículo começar a se difundir.

Montado há dois anos, o Fiat Palio Weekend sofreu diversas adaptações para se transformar em um carro elétrico, que resultaram em um veículo não poluente, mais silencioso e com um gasto menor com manutenção, já que possui uma mecânica mais simples do que os automóveis convencionais. Além disso, o custo do seu quilômetro rodado equivale a 20% do de um veículo movido a gasolina.

Sua única desvantagem está nas baterias. Importadas da Suíça, custam cerca de metade do valor total do automóvel e permitem rodar no máximo 150 quilômetros com carga cheia. Por isso, o taxi elétrico deverá fazer no máximo três viagens por dia até Curitiba. Para a recarga total são necessárias oito horas, mas o eletroposto da Copel – instalado no aeroporto – também permite cargas rápidas, de até 30 minutos. Com os testes, a companhia pretende desenvolver uma tecnologia para que o tempo de abastecimento caia – fala-se em 5 minutos — e já trabalha na criação de uma bateria nacional.

Quem quiser experimentar o táxi elétrico pode comprar um voucher no guichê da Cooperativa Aerotáxi, no saguão do aeroporto. O passageiro terá um desconto de R$ 20 no valor total da corrida. Assim, um percurso que custaria R$ 50 em um carro de praça convencional, custa R$ 30 no elétrico. Também é possível obter uma espécie de cartão pré-pago, com créditos que serão descontados conforme o uso. A pergunta é: qual será o tamanho da fila?

Já foi feita uma proposta de  substituir oficialmente os veículos de apoio dos aeroportos brasileiros por outros movidos a eletricidade ou híbridos. Ela começou a tramitação, em Brasília, na Câmara dos Deputados, mas foi rejeitada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A ideia era fazer a troca gradualmente, com o percentual de carros elétricos atingindo 20% do total até 2012; crescendo para 50% em 2015; 70% em 2018 até substituir completamente, em 2020, os veículos convencionais. Segundo o relator – deputado Edson Duarte (PV-BA) – a medida foi repelida porque a redução das emissões dos tratores, rebocadores, caminhões, vans e outros veículos de apoio é insignificante diante daquelas produzidas pelas aeronaves nas decolagens e aterrissagens.



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Até o McDonald’s está aderindo ao carro elétrico

Eduardo Pegurier
21.12.2010

 

EUA: McDonald's antigo, quando não existia drive-thru - foto: Paul Narvaez

O McDonald’s lembra imediatamente excesso e práticas nada saudáveis, incluindo carrões americanos comprando no drive-thru, sem que os motoristas se dignem ao menos a por os pés no chão. Além de vender comida gordurosa, saturada de sal, pouco nutritiva e porções enormes, a rede tem má fama de práticas ambientais. Por exemplo, esse ano foi pega distribuindo, como brinde, copos com personagens do filme Shrek que continham quantidades perigosas de cádmio. Mas mesmo o gigante da fast food, âncora de valores tradicionais americanos, está aderindo ao movimento em direção aos carros elétricos. A partir de 2009, suas franquias começaram a instalar pontos de recarga para veículos elétricos. Esse mês, o dono de 14 lojas franqueadas está equipando uma nova unidade, na cidade de Huntington, com esse tipo de equipamento. O detalhe é que a cidade fica na Virgínia Ocidental, considerado um dos estados mais atrasados dos Estados Unidos. Enquanto isso, em uma filial da Holanda que também aderiu à novidade, um super esportivo Tesla recarrega as baterias para sair por aí abafando (veja foto abaixo).

Um Tesla, esportivo elétrico "abastece" em uma loja na Holanda

 



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Chuchu elétrico: táxi-conceito da Volkswagen para Londres

Eduardo Pegurier
17.12.2010

Tem mesmo que ser preto? Mas é sexy e sustentável - foto: divulgação

A Volkswagen apresentou  um protótipo elétrico para funcionar como táxi em Londres. Ainda é um conceito e não se adequa às regras dos táxis da cidade que, hoje, circulam. Que pena, porque o modelo é lindo. Compacto, confortável por dentro e super informatizado, promete autonomia de 300 km e recarga de 80% da bateria em apenas 1 hora. A velocidade máxima é de 120 km/hora, mais do que o suficiente. Entre os confortos, o motorista tem um tablet à la ipad que dá a previsão do tempo, indica atrações e mostra a tarifa. Atrás, há um segundo tablet exclusivo para os passageiros, que mostra dicas do entorno e o mapa/caminho do destino — uma ótima arma contra motoristas espertinhos, embora em teoria não seja o caso dos de Londres.

Só falta colocar na rua. Em todos os sites especializados, depois de ver essa gracinha sustentável, a grita é geral:

– Larga o tradicionalismo Londres e põe o bichinho na rua.

Táxis são em essência carros compartilhados. De acordo com Bill Dunster, arquiteto e urbanista, especializado em projetos de baixo impacto ambiental “um carro compartilhado tira outros 35 da rua”. E você poderá pegar um táxi da cor que quiser em Londres, parafraseando Henry Ford, desde que seja preto.

Um tablet para o motorista e outro para o passageiro. Bancos individuais - foto: divulgação

Via Autoblog



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Hertz começa a alugar carros elétricos semana que vem

Eduardo Pegurier
07.12.2010


Uma barreira tecnológica e cultural foi rompida com o anúncio da Hertz dessa segunda. A partir do dia 15 de dezembro, a empresa, que é talvez a mais tradicional locadora do mundo, começa a alugar em Nova York carros totalmente elétricos. Logo em seguida, a opção chegará a Washington D.C. e São Francisco. O primeiro modelo a ser oferecido é o Smart Fortwo, da Mercedes, distribuído nos EUA pelo grupo Penske, aquele famoso em decorrência da sua equipe de Fórmula Indy.

Como diz o nome, cabem dois no Smart Fortwo. A versão elétrica chega a 100 km por hora e tem autonomia de 135 km, suficiente para o uso urbano. Leva 8 horas para dar carga completa na bateria, o que pode ser feito de qualquer tomada comum. Dependendo do preço da gasolina local, a economia de gastos com combustível pode chegar a 80%. Além disso, contribui para reduzir o barulho: o motor é tão silencioso que é difícil saber se o carro está ligado sem olhar para o painel — veja o vídeo acima.

O futuro é assim. No início, parece distante, coisa de ficção. Aí vai se insinuando e… bumba, entra no nosso dia a dia. Quer dizer, isso está acontecendo para americanos e ingleses. Resta saber quando se avistará por aqui.



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Londres prepara rede de 1.300 pontos para recarregar carros elétricos

Luana Caires
17.11.2010

Carro elétrico da Source London, rede de pontos de recarga, foto: divulgação

.Com o objetivo de incentivar o uso de veículos menos poluentes, a prefeitura da cidade pretende expandir sua rede de recarga para carros elétricos, que deve contar com 1300 pontos até o fim de 2013.  Além disso, os usuários desse tipo de automóvel não serão cobrados pelo congestion charge, taxa paga por motoristas que circulam em trechos de muito trânsito, o que deve gerar uma economia de mais de £2000 (equivalente a pouco mais R$5500) por ano para quem optar por esse meio de transporte.

Hoje, a cidade conta com 250 postos de abastecimento elétrico e possui quase 17 mil veículos elétricos registrados – dos quais 2100 são do tipo plug-in. Quando a implantação dos novos postos for concluída, será mais fácil cruzar com um ponto de abastecimento elétrico do que com os tradicionais postos de gasolina. O novo sistema também deverá ser mais prático para o usuário, que por uma taxa anual de £100 (R$277) poderá registrar o seu automóvel e terá o direito de utilizar qualquer estabelecimento de recarga da rede, sem custos adicionais.

Com essas medidas, a expectativa é de que um número maior de pessoas opte por esse meio de transporte. O prefeito Boris Johnson pretende transformar Londres na capital do carro elétrico e espera substituir 100 mil automóveis movidos a gasolina ou biodiesel pelos elétricos, evitando a emissão de cerca de 100 toneladas de óxidos de nitrogênio e 3,8 toneladas de material particulado, dois poluentes com efeitos nocivos para a saúde.

De olho na possível demanda, a maioria dos grandes fabricantes de automóveis pretende lançar um novo modelo elétrico nos próximos 12 meses. Um relatório publicado recentemente pelo HSBC estima que o mercado mundial de carros elétricos poderá valer £440 bilhões até 2020. Investimentos nesse ramo poderiam render milhões de pounds para a indústria manufatureira do Reino Unido, criar novos empregos na região e “esverdear” a economia britânica.

Clique na imagem para abrir o mapa dinâmico



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Belo Horizonte investe em mobilidade

Luana Caires
11.11.2010

Corredor exclusivo para ônibus de Curitiba, foto: Ivan Bueno

A prefeitura de Belo Horizonte vai implantar um sistema de BRT (Bus Rapid Transit). Com ele, os ônibus circularão por faixas exclusivas, o que deve proporcionar um aumento de mais de 40% na velocidade média dos coletivos. Além disso, o sistema vai contar com controle informatizado da operação no corredor, oferecerá aos passageiros informação em tempo real via sms e serão construídas estações com plataformas niveladas com o piso do ônibus e que permitem o pré-pagamento das tarifas, semelhantes às de Curitiba. O projeto será realizado em parceria com o ITDP, Instituto para Políticas de Transporte e Desenvolvimento. Em conjunto conjunto com novas ciclovias, é uma grande cartada da capital mineira para transformar sua mobilidade. Mas o projeto não é consenso e há quem desconfie da sua capacidade de melhorar o trânsito na região metropolitana.

A ideia da prefeitura é atrair o usuário do automóvel para o transporte coletivo, que precisa ganhar conforto e rapidez para se tornar atraente. A rodada inicial de implantação desse sistema deve custar R$ 1,026 bilhão (R$ 51,3 milhões dos cofres municipais e R$ 974,7 milhões em recursos do governo federal, via PAC), e a primeira área a receber as vias para trânsito rápido de ônibus será a avenida Antônio Carlos, que deve ser concluída em 2012.

Quem prefere pedalar pela cidade também terá novidades. Serão investidos R$18 milhões em sinalização, faixas com cor e piso especial, campanhas educativas e estacionamentos para as magrelas. Hoje, Belo Horizonte possui apenas 22 quilômetros de ciclovias, mas a expectativa é de que a cidade tenha quase 150 quilômetros delas até 2012.

Essas iniciativas visam desafogar o trânsito da cidade até 2014, quando receberá milhares de visitantes para a Copa do Mundo, mas muitos acreditam que, apesar de muito bem-vindas, elas não serão suficientes para resolver definitivamente os nós do trânsito em BH. Para os críticos, a expansão do metrô é apontada como a melhor opção, já que, enquanto o BRT trabalha com a capacidade de 19 mil passageiros por hora por sentido, o metrô é capaz de carregar 60 mil. Além disso, o sistema de ônibus em vias rápidas é limitado, pois que depende da existência de avenidas muito largas para funcionar.

No entanto, os altos investimentos necessários para as obras de expansão do metrô têm feito os órgãos públicos procurarem outras soluções. Um cálculo feito pela Associação Nacional de Transportes Urbanos aponta que a implementação de 10 quilômetros desse meio custa 18 vezes mais que a mesma distância de BRT, e o tempo de implantação desse último é bem inferior ao do metrô, que levaria 9 anos. Portanto, mesmo sem ser ideal, a curto prazo, o sistema de ônibus em vias rápidas parece ser a solução possível para desafogar a cidade.



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Vans elétricas e sem motorista completam desafio de 15 mil km

Eduardo Pegurier
03.11.2010

 

Passeando em Shangai. Apertem os cintos, o piloto dessa van sumiu - foto: divulgação

Em  julho, noticiamos a partida, no dia 26, de duas vans elétricas dirigidas por um sistema autônomo, isto é, sem motorista, para uma viagem de mais de 15 mil quilômetros, partindo de Milão, Itália, e terminando em Shangai, China, onde se realizava a Expo 2010. O desafio terminou com sucesso em 28 de outubro, um resultado importante para o futuro da mobilidade, pois mostrou que os carros auto conduzidos estão próximos de se tornar realidade. Aliás, a Google se envolveu em um projeto semelhante, testado em São Francisco, usando um Toyota Prius adaptado.

Humanos têm péssimo histórico como motoristas. De acordo com Organização Mundial de Saúde, o número anual de fatalidades no trânsito é de cerca de 1,2 milhões. Se nos tornarmos dispensáveis para essa função, essa provavelmente é uma ótima notícia. Afinal, sistemas robóticos não se irritam ou sentem fadiga, não tentam se mostrar para as namoradas nem se distraem, não tem TPM nem descontam a briga com a mulher no volante. As razões que já fizeram dos carros armas são inúmeras e todas derivadas das nossas fraquezas emocionais ou cansaço físico. Isso não quer dizer que sistemas eletrônicos não errem, mas resta a esperança de que errem pouco.

Carros auto conduzidos podem  também nos ajudar a compartilhar veículos entre vários usuários e multiplicar seus fins no dia-a-dia. Por exemplo, podem servir de táxis e transporte de carga.

As vans que completaram o percurso foram projetadas por um time do laboratório Visilab, da Universidade de Parma, e eram inteiramente elétricas, usando células solares no teto e tomadas para recarga. Não gastaram qualquer combustível fóssil durante a proeza. Andavam em dupla, sendo que a da frente levava engenheiros prontos para intervir caso a máquina fizesse alguma besteira. De fato, ocorreram pequenos incidentes. A viagem gerou 50 terabytes de dados que serão usados para aperfeiçoar os protótipos. Eis uma lista divertida que sugere que os humanos atrapalharam mais do que ajudaram:

  • Na Rússia, a polícia perseguiu as vans com a intenção de multá-las por entrarem em uma área de pedestres. Seria a primeira multa de um carro sem motorista
  • Ninguém se lembrou do pedágio. Por isso, foi necessária a intervenção da tripulação humana. De outra forma, os veículos teriam passado batidos, sem pagar
  • Em Moscou, entusiastas do projeto pediram e ganharam carona
  • Durante uma demonstração para a imprensa ocorreu uma pequena batida ocasionada por erro humano: um jornalista sem desconfiômetro mexeu no sistema de auto condução e acabou o desligando
  • Os russos costumam se apertar e criar uma terceira pista onde na realidade só existem duas. Ao contrário dos locais, o sistema autônomo respeitava as regras e isso quase causou um acidente mais grave.
  • Mais erro humano. Dois pequenos acidentes aconteceram quando as vans estavam sendo dirigidas pelos engenheiros do projeto
  • Para completar, a viagem atrasou porque, nas fronteiras, as vans tiveram dificuldades com a papelada burocrática

As imagens abaixo mostram os detalhes do sistema autônomo.

Com toda essa parafernália, quem precisa de motorista? - foto: divulgação

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dica: Engadget



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Que tal compartilhar um carro?

Luana Caires
14.10.2010

Automóvel da Zipcar, que detém quase metade do mercado mundial de carsharing, foto: Zipcar

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Graças ao serviço de carsharing, já é possível alugar um veículo pagando por hora em muitas cidades do mundo, inclusive em São Paulo. Ao permitir que várias pessoas compartilhem um mesmo automóvel, esse sistema diminui o número de veículos nas ruas oferecendo aos seus clientes o conforto de um carro particular sem a desvantagem de ter que desembolsar com a sua manutenção.

Lá fora, esse ramo movimenta US$ 12,5 bilhões por ano e mantém médias de crescimento em torno de 30%, muito acima das de locadoras tradicionais, que evoluem a uma taxa média de 10%. A praticidade do serviço é o segredo do negócio. O motorista faz um cadastro pela internet, paga pelo plano escolhido e recebe em casa um cartão de chip com senha e login para que possa entrar no site e agendar o uso do automóvel conforme a sua necessidade. Depois, basta ir a um estacionamento credenciado no horário marcado, passar o seu cartão no carro para destravá-lo e pegar as chaves no porta-luvas.

Um dos alvos desse tipo de companhia são motoristas que rodam pouco, mas precisam de um veículo esporadicamente. Nesses casos, os gastos com seguro e manutenção acabam fazendo o dono do carro perder dinheiro, e recorrer a uma empresa de compartilhamento pode ser uma boa opção.

A americana Zipcar, que detém quase metade do mercado mundial, cobra US$8 por hora de uso e a locação varia de US$77 a US$115 por dia. Inspirado pelo modelo americano, o empresário carioca Felipe Barroso, 31 anos, dono de uma companhia de terceirização de carros, resolveu inaugurar o serviço aqui no Brasil. Em julho de 2009 lançou a Zazcar , primeira empresa de carsharing da América Latina.

Por aqui, o sistema funciona de forma semelhante ao dos outros países. A taxa de adesão é de R$55 e os planos da empresa começam em R$22 a hora, preço que já inclui gastos com gasolina, seguro e manutenção. O cliente pode escolher entre 7 modelos ­– Smart, Siena, Punto, Gol, Fox, Picanto ou Civic – e buscá-lo em um dos 11 pontos credenciados de São Paulo. Ainda não se sabe quando o serviço deve chegar a outras localidades.

Os prós e contras do carsharing:

  • Combustível: você retira o carro com pelo menos um quarto do tanque e pode abastecer em postos conveniados. Se pagar pelo serviço fora dessa rede, a empresa reembolsa o valor.
  • Distância: a tarifa inclui até 100 km. Não é pouco para uso urbano, mas insuficiente para ir a Santos e voltar, por exemplo. Lá fora, o limite varia de 200 a 290 quilômetros.
  • Planejamento: é preciso reservar a hora de retirada e a de devolução. Imprevistos fazem a conta ficar salgada.
  • Manutenção: você não precisa fazer revisões nem consertos. Mas tem de confiar na empresa e em quem usou o veículo.


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Manaus ganha mapa para bicicletas

Vandre Fonseca
08.10.2010

Movimento Pedala Manaus quer incentivar o uso das "magrelas", foto: Fidel Ramos

A capital do Amazonas não conta com ciclovias, mas uma iniciativa facilita um pouco a vida de quem pretende pedalar pela cidade. O movimento Pedala Manaus, que incentiva o uso de bicicletas como meio de transporte na capital do Amazonas, está construindo um mapa coletivo de rotas para bicicletas na cidade. Estão sendo recebidas informações e sugestões de ciclistas, para mostrar caminhos, dificuldades e perigos e o tempo do percurso para quem usa bicicletas. É uma ajuda para quem busca alternativas em uma cidade com sérios problemas no trânsito e no transporte coletivo.

De acordo com o biólogo Ricardo Braga-Neto , idealizador do mapa, a ideia é difundir a bicicleta como meio de transporte na cidade e mostrar os melhores caminhos para quem optar pelos pedais. Por enquanto, o próprio Ricardo atualiza os dados no Google Maps. E ele já mapeou 21 rotas de Manaus, entre as vias mais movimentadas da cidade, onde o visitante com apenas um clique pode conhecer um pouco sobre o que vai enfrentar no trajeto.

Segundo Ricardo, já foram mais de 1500 acessos, mas ele lamenta que a maioria dos visitantes seja de outras cidades. Ele reconhece que o mapa ainda é rudimentar. “Vou me aprimorar nas ferramentas, para melhorar a apresentação”, afirma. O ciclista lembra ainda que o Movimento Pedala Manaus discute com a prefeitura da cidade um projeto de implantação de ciclovias na cidade, para tornar as bicicletas uma alternativa ao deficiente transporte público de Manaus

Veja o mapa abaixo. O manauense pode colaborar com informações, fotos e vídeos, que devem ser enviadas pelo e-mail pedalamanaus@gmail.com .


Visualizar Mapa coletivo de rotas ciclísticas em Manaus em um mapa maior



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A bicicleta mais dobrável que você já viu. Talvez…

Eduardo Pegurier
21.09.2010

Design limpo e industrial vira, veja na foto seguinte...

Essa é a Círculo Completo (Full Circle), bicicleta-conceito criada pelos designers coreanos Sanghyun Jeong e Jun-tae Park. Ela ficou entre os melhores projetos inscritos na edição de 2010 da Competição de Design de Bicicletas de Seul. Comparada com outros modelos de bicicleta desse tipo, a Círculo Completo tem rodas grandes — aro 20 — para transitar com facilidade pelos diferentes pisos da cidade. Além disso, não vai sujar a calça de ninguém, porque dispensa corrente. Como se pode ver abaixo, ela é inteiramente dobrável, inclusive selim e guidão. Segundo o site do concurso, essa operação é rápida e fácil. Fechada, pode ser puxada como um carrinho de feira, que seguirá o dono no metrô ou outros transportes públicos.

Mais modelos intrigantes da competição podem ser vistos aqui.

...uma companheira portátil e bem comportada

via: Design Boom



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