Família britânica produziu apenas uma sacola de lixo em 2010

Daniele Bragança
11.01.2011

Os Strauss e seu troféu minimalista: quase nenhum lixo - foto: zerowaste.com

Os Strauss reciclam quase tudo. Compram verduras e frutas nos mercados locais para evitar embalagens, levam seus próprios recipientes quando vão ao açougue, plantam grande parte da própria comida e transformam os restos dos alimentos em adubo. Usam painéis solares e baterias recarregáveis para gerar energia. Tanto cuidado resultou em uma façanha e tanto: uma família de três pessoas produziu apenas uma sacola de lixo durante um ano.

Na Inglaterra, uma família média produz cerca de 750 kg de lixo por ano. Os Strauss, também ingleses, não produziram sequer 1 kg.  Brinquedos quebrados, lâminas de barbear, canetas e negativos fotográficos.  Era esse o conteúdo da pequena sacola de lixo.

Há dois anos o casal Richard e Rachelle Strauss e a filha Verona, de nove anos, se propuseram a reduzir drasticamente sua produção de lixo. A ideia surgiu de Rachelle, mas o marido só se interessou quando assistiu uma reportagem sobre os danos que as embalagens plásticas causam à vida marinha.

A experiência da família pode ser acompanhada pelo site My Zero Waste que se tornou referência sobre reciclagem e tem mais de 70 mil acessos por dia.



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Lixo e destruição: o lado esquecido da guerra do Alemão

Victor Moriyama
14.12.2010

Cheguei à Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, no dia 26 de novembro, dia mais intenso do conflito. Foi naquela manhã de sexta-feira que o Bope apoiado pelos blindados das forças armadas tomou a Vila e, juntos, passaram a controlar também os 44 acessos ao Complexo do Alemão. A atmosfera estava impregnada de tensão, invisível, e, mais concreto, do cheiro do lixo que se acumulava. Durante a guerra, a coleta foi suspensa nas favelas envolvidas. O problema não foi ressaltado na grande mídia, mas também teve efeito devastador.
 

 
 
No sábado, dia 27, começa a tomada do Complexo do Alemão. O Bope sobe na frente usando táticas de guerrilha urbana, enquanto o exército dá retaguarda. Subo o morro escorado nas paredes, seguindo oficiais do Core (grupo de elite da polícia civil do RJ). Já no topo do Alemão, me deparo perplexo com a visão de uma égua e seu filhote comendo de uma grande pilha de lixo. Ao lado, policiais carregam um caminhão com toneladas de maconha apreendida.

O colete a prova de balas e meu equipamento pesa demais após uma tarde sob o sol de 40 graus. Paro para tomar água em um bar. Inacreditável como a vida persiste nas situações mais desfavoráveis. Os moradores tentam manter o mínimo do seu cotidiano. Com medo das balas, atravessam as ruas correndo. No vai e vem, suas sacolas caem e ficam pelo asfalto. Sentado na calçada, vejo mais animais. Dessa vez, porcos catando restos encontrados pelos becos e vielas. As balas rasgam os céus e os bichos, impassíveis, satisfazem o instinto mais básico: a fome.

Crianças tentam chegar às escolas, para encontrá-las fechadas. Moradores embarcam em ônibus lotados em direção ao trabalho. No caminho, são revistados pelos militares. Aos poucos, os veículos queimados pelos traficantes durante a fuga são removidos pelas autoridades. É irreal imaginar que a ocupação poderia ser inteiramente pacífica, mas o grosso da conta financeira das casas quebradas, comércios arruinados e ruas destroçadas pelos tanques e pela retaliação dos bandidos ficou para os habitantes.

À noite no hotel, editando meu material fotográfico, tento com pouco sucesso fazer senso do mar de contrastes que habitam minha mente. Além de enorme e montanhoso, o Alemão faz jus a alcunha de Complexo. Seus moradores, agora, enfrentarão a reconstrução, não apenas física, mas sobretudo moral das suas vidas.

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Victor Moriyama é repórter fotográfico. Cobriu por 4 dias a chamada guerra do Alemão para o diário O Vale, de São José dos Campos.



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Toronto testa caminhão de lixo movido a… lixo

Eduardo Pegurier
15.11.2010

foto: divulgação

A cidade de Toronto, no Canadá, começou a testar um novo caminhão de lixo movido a gás natural. O mais interessante é que o combustível do veículo será produzido com os mesmos resíduos que ele coleta. A cidade tem um biodigestor onde todo o lixo orgânico é concentrado. A decomposição desse material gera gás metano, um gás que contribui cerca de 20 vezes mais que o dióxido de carbono para o efeito estufa. Por isso, até pouco tempo, o metano produzido na usina biodigestora era queimado e, assim, transformado em dióxido de carbono e água. Mas essa é uma solução insatisfatória porque ele pode ser usado para produzir energia. Para isso, precisa ser processado até ficar semelhante ao gás natural. Isso passou a ser feito ao mesmo tempo em que a cidade experimenta novos caminhões que usam um motor a gás natural comprimido.

A produção de gás gerada pelos resíduos orgânicos deverá ser capaz  de mover toda a frota local de quase 300 caminhões de lixo. Como o gás natural é muito menos poluente do que o diesel, usado até agora, o resultado líquido para o inventário de emissões de gases do efeito estufa de Toronto será equivalente a retirar 4 mil carros das ruas.



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Lixo eletrônico inglês acaba na Nigéria

Eduardo Pegurier
05.11.2010


Tin can island, Lagos

O Greenpeace resolveu investigar uma denúncia de que um centro de reciclagem em Hampshire não seguia as normas europeias, as quais só permitem a exportação de equipamentos que funcionam. Ao invés de processar o lixo eletrônico, esse centro o estava contrabandeando para a um mercado miserável em Lagos. Para provar, enviaram ao lugar uma TV quebrada, com o detalhe de que ela foi previamente equipada com um dispositivo de rastreamento por rádio e celular. A partir daí, a organização brincou de detetive e seguiu a TV que enviava um sinal indicando sua posição. Partindo de Hampshire, a primeira parada foi  em Londres, onde o aparelho foi embarcado em um navio. De lá, seguiu para o oeste da África parando em vários outros portos até o container onde estava a TV ser descarregado em Tin Can Island (algo como ilha da lata de folha de flandres), um local que recebe enormes carregamentos desse tipo, que fica em Lagos, capital da Nigéria. Finalmente, terminou em um mercado popular da periferia, onde o time do Greenpeace a localizou e recomprou, completando a missão. A instalação do transmissor e os lugares por onde a TV passou foram fotografados e a história toda é narrada no vídeo abaixo (em inglês). Triste.

A forma como a prova foi produzida é excelente, mas o enredo do filme é velho. Os eletrônicos quebrados dos ricos acabam nos lugares mais carentes do mundo para evitar ou reduzir os custos de reciclagem. Se fosse só uma busca por mão-de-obra mais barata não seria diferente de produzir roupas ou tênis em países como o Vietnã ou a China. Mas aqui estamos tratando de componentes tóxicos e lugares que não tem o menor controle sobre como são desmontados ou descartados. Metais pesados jogados em um lixão acabam atingindo o lençol freático e envenenando a água e o solo. Fazer uma fogueirinha para derreter o ouro dos circuitos, prática simples e comum, provoca câncer e outros males nos trabalhadores pobres que se dispõem a realizar essa função.

Dica: The Daily Tail



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A ingênua lei contra as sacolas plásticas

Adriana Sansão
01.11.2010

foto: how can I recycle this

Em julho, entrou em vigor a lei estadual 5.502/09 que desincentiva o uso de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais e tenta favorecer a sua substituição por outras feitas de materiais reutilizáveis. Diz a lei que, caso recuse a sacolinha, para cada 5 itens de compra o consumidor ganha desconto de 3 centavos. Há dois anos, por iniciativa pessoal, eu já havia abdicado do plástico. Finalmente, parecia que ia ganhar um prêmio pelo bom comportamento. Fiz uma compra-teste de R$150,00 e obtive o sensacional desconto de… 18 centavos!

Desse jeito, infelizmente, não haverá estímulo à mudança de hábito. A razão é simples: caso recusem a sacolinha — que lhes parecia grátis — os consumidores alegam que não terão onde depositar o lixo doméstico. Assim, terão que apelar à compra de sacos de lixo, cujo valor unitário do tamanho equivalente gira em torno de 15 centavos (média de R$ 15,00 por pacote com 100 unidades), cinco vezes mais caros que os 3 centavos restituídos pelo caixa. Nesses termos, a troca é desvantajosa e quem já fez esta conta vai pegar a sacolinha e continuar usando para o lixo. A economia proposta pela lei não compensa.

O fato é que a maioria desconhece que o saco próprio para lixo usa entre 40% e 100% de matéria-prima reciclada na sua confecção e ainda existe na versão biodegradável. O dado é da principal marca brasileira, embora a informação ainda não apareça na embalagem. Do outro lado, as sacolinhas de supermercado são feitas de plástico ‘virgem’, não degradável e já costumam vir furadas, o que leva ao seu uso em duplas na hora de embalar o lixo.

Sobram razões para aposentá-las, porém, apenas campanhas ressaltando os nobres fins dessa atitude não resolvem. Ao invés de se dar um desconto irrisório pelo ‘não uso’, que caberia ao supermercado, o mais eficaz seria cobrar ‘pelo uso’ das mesmas. Quanto? O suficiente para que sejam substituídas pelos sacos de lixo. Esta cobrança já é adotada em um bom número de países, entre eles Alemanha, Dinamarca, Holanda, China e diversos locais nos EUA. A medida ainda nos incentivaria a economizar os sacos de lixo.

A melhor forma de se estimular mudanças é cutucar o bolso, órgão bastante sensível do consumidor. Isso nos ajudaria a ver como as sacolas de pano reutilizáveis são ótimas para compras pequenas; para não falar na opção do carrinho, muito mais confortável do que carregar tudo na mão. Com a lei 5.502/09 , o governo deu o primeiro passo para a transformação de hábitos já enraizados. Mas se quiser mesmo que cada indivíduo, preocupado ou não com as consequências do seu comportamento, pare de usar as infernais sacolinhas de supermercado, terá que refazer as contas.



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Recife paga caro para exportar seu lixo

Celso Calheiros
01.10.2010

Clique na imagem e explore o mapa da região do Lixão de Muribeca

Capital de Pernambuco, com seus 1,5 milhão de habitantes é a 9ª maior cidade brasileira. No entanto, não tem lugar adequado para dispor do seu lixo. Costumava jogá-lo no lixão da Muribeca — veja fotos do local. A prática se encerrou após uma ação movida pelo Ministério Público de Pernambuco, que obrigou a Prefeitura a firmar um termo de ajuste de conduta e, a partir daí, utilizar aterros privados dos municípios vizinhos de Igarassu e Jaboatão. A solução saiu cara e, por isso, debate-se construir uma nova central de separação e incineração de resíduos sólidos. A nova proposta inflamou os ambientalistas, porque é próxima de uma área de preservação.

O lixão da Muribeca é uma área insalubre, que fica no município vizinho, em Jaboatão dos Guararapes, próximo a grandes conjuntos habitacionais. Quando a Prefeitura foi obrigada a abandoná-lo, passou a destinar as 2.400 toneladas de lixo, retiradas todos os dias do Recife, para dois CTRs (Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos). Um deles foi o CTR-Pernambuco, em Igarassu, distante 25 km da capital, que passou a receber 70% dos seus resíduos. De acordo com Paulo Padilha, diretor da Emlurb  (Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife), por cada quilômetro que uma tonelada de lixo viaja, a prefeitura paga R$ 0,80. Considerando os números brutos, em um cálculo direto, as 1.700 toneladas que seguem esse caminho custam R$33,8 mil por dia ou pouco mais de R$1 milhão por mês. Os 30% restantes são depositados no aterro sanitário ao sul do Recife, no CTR-Candeias, a 10,5 km do limite com o município de Jaboatão dos Guararapes. O mesmo cálculo feito acima resulta, nesse caso, em um custo de R$5,7 mil por dia ou R$173 mil por mês. Juntando os dois centros, a conta de transporte no fim do mês se aproxima de 1,2 milhão de reais.

Para cortar esses elevados custos de transporte, a Prefeitura do Recife aposta na implementação de um projeto privado, apresentado no fim de 2009. Ele criará áreas de separação dos resíduos, que, em seguida, alimentarão uma usina de co-geração de energia – chamada de incineradora pelos críticos. A iniciativa aguarda o licenciamento da CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente) e a segunda audiência pública do projeto está marcada para depois das eleições. Entre os oponentes mais aguerridos, estão os defensores da Mata do Engenho Uchôa, onde está prevista a implantação de uma unidade de seleção dos resíduos. A discussão é boa e a novela promete render. Aguarde as cenas dos próximos capítulos.



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Barcelona: Pontos Verdes ampliam reciclagem do lixo problemático

Adriana Sansão
15.09.2010

Ponto Verde, escrito em catalão - foto: Adriana Sansão

Você sabe o que fazer com aquele computador velho que não atrai nem o técnico de informática que poderia reaproveitar as peças? E com o isopor gigante que saiu da caixa da TV recém comprada? A cada dia descartamos mais objetos complicados, que não se enquadram nos recipientes de coleta seletiva tradicionais, os coloridos de amarelo (para metal), vermelho (plástico), azul (papel) e verde (vidro).

Pois há alguns anos, Barcelona, Espanha, implantou os chamados Puntos Verdes, centros de descarte para o lixo incomum ou complexo. Eles se dividem em três tipos: de bairro, zona, e os móveis. Os primeiros são dedicados a moradores, os segundos ao comércio; os últimos operam através de caminhões que circulam pela cidade atendendo às pessoas que não podem ou não querem deslocar-se. Ou seja, até quem não estiver disposto a uma caminhadinha de 15 minutos pelas calçadas perfeitas da cidade pode se dar o direito de esperar a coleta em casa.

Classifica-se o lixo que chega aos Puntos Verdes em:

  • Reutilizáveis: itens que podem ser imediatamente reaproveitados, como roupas, calçados e cartuchos de impressora vazios
  • Recicláveis: eletroeletrônicos, óleo de cozinha e pneus de pequeno porte
  • Especiais: itens exóticos, compostos de vários materiais ou perigosos, tais como as latas de spray de tinta e os diversos tipos de pilhas e baterias

Descartá-los nesses centros é garantia de que passarão pela triagem adequada e terão o melhor destino possível. Mas não param aí e ainda prestam outros serviços. Para os donos e donas de casa que gostam de tudo organizado, por lá também se pode descolar sacolas coloridas (para a seleção doméstica do lixo), bolsas de compra reutilizáveis feitas de tecido (em substituição às mal afamadas sacolas plásticas) e ainda distribuem um manual que é uma mão na roda. Por exemplo, não sabia o que fazer com embalagens tipo Tetra Pak; por fora, de papel e, por dentro, película de metal. No livrinho, aprendi que podia colocá-las nas latas amarelas normais, destinadas a metal.

No fim do período que passei em Barcelona, voltei a morar no meu antigo endereço, no Flamengo, Rio de Janeiro. Desde então, já cansei de rodar só para descartar um punhado de pilhas velhas. É verdade, havia uma cesta verde, própria para isso, em frente à minha casa, mas por um bom tempo ela andou, digamos, desaparecida…

A COMLURB, operadora local, informa que a coleta seletiva funciona em parte da cidade e é feita apenas semanalmente.  Fiz uma busca no site da empresa. Até tem uma lista de locais de descarte de baterias: mas não é nada amigável. Se refere a bairros, sem fornecer endereços e usa códigos que só urbanistas conhecem, ou alguém aí sabe o que é AP1 (para os íntimos, Área de Planejamento 1)?

Saudades de Barça.

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Adriana Sansão é arquiteta e urbanista, professora da PUC-Rio. Viveu em Barcelona entre 2008 e 2009. Lá, virou blogueira. É autora dos blogs Notas Temporais, sobre a temporada na Catalunha, e 100 países, dedicado aos relatos de viagens.

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O drama do lixo eletrônico

Eduardo Pegurier
08.09.2010

foto: Curtis Palmer

A vida moderna é impensável sem os eletrônicos que invadiram o cotidiano. O número de celulares no mundo, por exemplo, em 2010 deve atingir 5 bilhões de unidades. A razão é boa. A comunicação móvel não trouxe só conforto à classe média, mas ajudou a reduzir a pobreza no mundo. Em lugares distantes, facilita o comércio de produtos e a prestação de serviços de saúde. Nas cidades trouxe agilidade e renda para pequenos prestadores de serviço.

Mas PCs, laptops, celulares, TVs, consoles de joguinhos, tocadores de MP3, só para citar alguns itens, no mundo, geram 40 milhões de toneladas de lixo por ano; quantidade que não para de crescer, pois o consumo sobe e, ao contrário, o ciclo de vida dos produtos é cada vez mais curto. O lixo eletrônico contém metais tóxicos como mercúrio, cádmio e chumbo. Somem-se a eles os chamados Retardantes de Chama Brominados (BRF, em inglês) e o PVC, ambos perigosos tanto para a saúde dos trabalhadores dessas indústrias, como para quem tem contato com seus resíduos.

Boa parte do lixo eletrônico dos países ricos vai parar nos pobres. A cidade de Guiyu, que fica no litoral sul da China, é especializada em desmonte de lixo eletrônico. Em 2007, essa atividade ocupava 8 em cada 10 habitantes. O sistema de desmonte é precário. As placas de circuitos integrados e as carcaças de PCs são derretidas em fogareiros de carvão, liberando resíduos e gases danosos. O solo da região está contaminado com metais pesados, e em um raio de 50 km da cidade, não existem fontes de água potável. O resultado é que os moradores apresentam altíssimos níveis de intoxicação por dioxina — substância que causa câncer — e chumbo. Não perca esse assombroso ensaio fotográfico da revista Time.

Em volume absoluto, segundo relatório da ONU de 2009, o Brasil descarta 2,2 mil toneladas de celulares 96,8 mil toneladas métricas. Com esses números, fica com o segundo lugar no mundo. Nesses dois itens, só perde para a China. Em TVs, fica em terceiro, atrás de México e China.

A reciclagem parece ser a resposta. Mas não é tão simples assim. Uma das maiores fabricantes nacionais de computadores (que preferiu não se identificar), mantém um eficiente centro de reciclagem e tem os seguintes dados sobre o conteúdo reciclável de PCs, notebooks e monitores de tubo que processa — veja tabela abaixo. No entanto, como o desmonte demanda muita mão-de-obra, só consegue ganhar alguma coisa com a reciclagem de PCs de mesa, mas apenas R$0,80 por unidade. Em notebooks perde R$3,90 e nos monitores também sai negativa em R$4,60.

Os eletrônicos, cada vez menores e companheiros, são o símbolo da economia baseada em serviços. São limpos, bem desenhados e elegantes. Facilitam enormemente a nossa vida e ajudam a reduzir a pobreza. Mas, nas nossas costas, geram uma montanha de lixo.



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Canadá será o primeiro a produzir biocombustível do lixo

Eduardo Pegurier
03.09.2010

Clique na imagem e veja a descrição dos prédios e processos da instalação

A cidade de Edmonton, na província de Alberta, está construindo a primeira usina de biocombustível do mundo movida a lixo. O município já é campeão de reciclagem. Lá, 60% dos resíduos ou são reaproveitados na indústria ou levados para um enorme centro municipal de compostagem. Os 40% restantes serão usados na nova empreitada. Ela transformará 100 mil toneladas métricas de lixo em 36 milhões de litros de etanol. Isso representa um corte na emissão de gases do efeito estufa semelhante a tirar 42 mil carros das ruas.


Veja Edmonton – Alberta/Canada em um mapa grande

A prefeitura de Edmonton montou um sofisticado site destinado a promover o seu plano estratégico The way we Green (algo como ‘Nosso jeito de nos tornar verdes’). O site inclui mecanismos de consulta aos moradores, vídeos e depoimentos de especialistas debatendo as opções para o futuro ambiental da cidade.

No caso específico da usina, quem quiser ver as especificações técnicas do projeto, clique aqui. O projeto é tocado pela empresa Enerkem, de Montreal, custará 80 milhões de dólares e deve ser inaugurado até o fim de 2011.

A notícia, como diz a Gizmag, faz lembrar a cena em que o inventor excêntrico, Doc Brown, personagem central da série de filmes Back to the future (De volta ao futuro), abre uma lixeira comum, tira um punhado de lixo e enche o tanque do seu carro, dublê de máquina do tempo. Em seguida decola para alguma outra época da história. Relembre e se divirta vendo o vídeo abaixo.

Dica: Good Clean Tech

A cidade de Edmonton, na província de Alberta, está construindo a primeira usina de biocombustível do mundo movida a lixo. O município já é campeão de reciclagem. Lá, 60% dos resíduos ou são reaproveitados na indústria ou levados para um enorme centro municipal de compostagem. Os 40% restantes serão usados na nova empreitada. Ela transformará 100 mil toneladas métricas de lixo em 36 milhões de litros de etanol. Isso representa um corte na emissão de gases do efeito estufa semelhante a tirar 42 mil carros das ruas.

A prefeitura de Edmonton montou um sofisticado site destinado a promover o seu plano estratégico The way we Green (algo como ‘Nosso jeito de nos tornar verdes’). O site inclui mecanismos de consulta aos moradores, vídeos e depoimentos de especialistas debatendo as opções para o futuro ambiental da cidade.

No caso específico da usina, quem quiser ver as especificações técnicas do projeto, clique aqui.

A notícia, como diz a Gizmag, faz lembrar a cena em que o inventor excêntrico, Doc Brown, personagem central da série de filmes Back to the future (De volta ao futuro), abre uma lixeira comum, tira um punhado de lixo e enche o tanque do seu carro, dublê de máquina do tempo, que em seguida decola para algum outro época da história. Relembre e se divirta vendo o vídeo abaixo.



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