Pesquisa encontra metais pesados em lâmpadas LED

Luana Caires
15.02.2011

As lâmpadas de LED ainda podem ser destinadas a aterros comuns, foto: Jeromy

Até agora a tecnologia era apontada como mais econômica e segura do que as lâmpadas fluorescentes compactas. Entretanto, um estudo realizado pela Universidade da Califórnia constatou nos diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) a presença de metais pesados, como chumbo e arsênico. Eles são associados a uma longa lista de problemas graves de saúde, que inclui câncer, hipertensão, problemas renais, irritações na pele e danos neurológicos.

Os pesquisadores analisaram luzes de natal, de semáforos e faróis de automóvel.  As lâmpadas vermelhas de baixa intensidade continham uma quantidade de chumbo até oito vezes maior do que a permitida pelo estado da Califórnia. Em geral, quanto maior a potência da lâmpada, maior a quantidade do metal encontrada. Nas luzes brancas, o maior problema foi o excesso de níquel encontrado.

O estudo apontou que há risco de contaminação nas fases de produção, uso e descartes dos LED. Isso quer dizer que é preciso cuidado ao manusear esse tipo de material. Ao se deparar com uma lâmpada quebrada, Oladele Ogunseitan, chefe do departamento de Saúde e Prevenção de Doenças da Universidade da Califórnia, aconselha a utilização de luvas e máscara para varrer os cacos do produto. No caso de um acidente de carro, as equipes responsáveis pela limpeza devem usar vestimentas de proteção e manipular o material da mesma maneira com que se trata um resíduo perigoso.

O mais grave é que, até o momento, as lâmpadas de LED não são consideradas produtos tóxicos e podem ser destinadas a aterros de lixo comuns. As más notícias do estudo podem levar a revisão dessa política.  O único lado bom é que, de acordo com Ogunseitan, os fabricantes de lâmpadas de diodo emissor de luz poderiam facilmente reduzir as concentrações de metal pesado ou substitui-los por substâncias mais seguras. Resta esperar que a divulgação desses resultados os forcem a isso, mudando a legislação ou tornando os consumidores mais desconfiados.



Tags:




Protótipo de lâmpada LED com bocal comum e luz “quente”

Eduardo Pegurier
02.02.2011

foto: divulgação

 

A aposentadoria tecnológica das conveniências da lâmpada incandescente está prestes a chegar. Um novo modelo de LED usa bocal comum, pode ser usado com dimmer e produz o mesmo tipo de luminosidade “quente” e amarelada que parece mais natural. Consome menos de 10 watts  mas é igual em capacidade (800 lumens) a uma incandescente de 60W. A fabricante é a Cree.

 

Para aposentar as incandescentes: LED, dimmer, luz agradável, bocal comum

 

Uma outra maneira de ver a coisa é que com a mesma energia que gastávamos antes poderemos iluminar seis vezes mais lares. Boa notícia para o mundo pobre. Embora as LEDs ainda sejam caras, elas duram 10 anos. Nos EUA, já existem modelos por 20 dólares nas lojas e o preço cai 25% ao ano. É só fazer as contas para ver que, considerando a durabilidade, se tornarão tão ou mais baratas que as incandescentes em coisa de 2 ou 3 anos. Além de também consumirem bem menos do que as atuais campeãs de consumo, as fluorescentes, tem a enorme vantagem ambiental de não conter mercúrio.

Veja o vídeo promocional em seguida.

Leia também: Philips desenvolve luz OLED para tomadas comuns

 

 

Dica: Engadget



Tags: ,




Philips desenvolve luz OLED para tomadas comuns

Eduardo Pegurier
10.09.2010

foto de divulgação

A Philips acaba de dar mais um passo para que as luzes OLED (Diodo Orgânico Emissor de Luz) cheguem ao nosso cotidiano. Ao invés de necessitarem de fontes de alimentação complicadas, passarão a poder ser plugadas em tomadas comuns. A tecnologia OLED já é usada no visor dos modelos mais sofisticados de câmeras digitais e celulares. Entre as vantagens, está ser mais fina, consumir pouquíssimo e possibilitar excelente contraste das imagens. A novidade é um passo à frente em relação ao simples LED (Diodo Emissor de Luz), que já chegou com força total nas TVs de tela plana e, com o preço caindo 25% ao ano, deve protagonizar a iluminação dos lares e ambientes de trabalho dentro em breve.

As lâmpadas incandescentes parecem cada vez mais algo do século passado. Já perdiam feio no consumo para as fluorescentes, mas essas últimas têm uma luz pouco agradável. As LED, e, em todos os parâmetros, as melhores ainda OLED, dão uma nova goleada no consumo de energia e eliminam o mercúrio contido nas fluorescentes. Se isso não bastasse, iluminam com mais naturalidade, aceitam dimmers (interruptores que modulam a quantidade de luz) e podem ser produzidas nos mais variados formatos, como, por exemplo, de pastilhas. A espessura das telas de TVs baseadas em OLED será medida em milímetros. Veja esse modelo da LG, feito só para exibição em feiras de eletrônicos.



Tags: ,