Manaus: estádio da copa pode gerar energia solar de sobra

Vandre Fonseca
21.03.2011

Estádio Arena Amazônica, ilustração: divulgação

Os engenheiros responsáveis pela construção da Arena Amazônia, que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 no Amazonas, estudam formas de uso da luz solar para produção de energia elétrica. As alternativas foram apresentadas no Fórum Estadual de Mudanças Climáticas, que realizou a primeira reunião do ano na última sexta-feira, 18 de março. O comitê responsável pelos projetos relacionados ao mundial pretende utilizar energia solar em outras obras, como centros de treinamento e estações do monotrilho, que poderá ser construído na cidade. O governo alemão está financiando os 100 mil euros para a realização dos estudos, que devem ser entregues em julho. Outros três estádios da copa também foram escolhidos para este programa de cooperação, entre eles o Mineirão, que já tem um projeto definido. A Arena Amazônia deverá consumir 6MW, durante o pico, e a previsão é que possa produzir 1MW. A intenção é que a energia produzida durante o dia seja vendida para a concessionária de eletricidade, para compensar o consumo noturno. A quantidade prevista é suficiente para abastecer entre 1,5 e 2 mil residências do entorno do estádio, que têm consumo médio entre 30 e 60 KW/ hora.

 

Vista interna da Arena, ilustração: divulgação

Inicialmente a intenção é aproveitar 40% da cobertura do estádio de Manaus para a instalação de painéis solares. Antes, é preciso superar as dificuldades técnicas. A estrutura foi projetada para suportar entre 0,4 e 0,9 quilos por metro quadrado e placas solares convencionais pesam entre 80 e 90 quilos por metro quadrado. Mudanças no projeto significam aumentos de custo e de material que poderiam inviabilizar a ideia. Outro problema é que o projeto original usa uma película translúcida. A instalação dos painéis solares comprometeria a passagem de luz e o efeito visual desejado pelos arquitetos.

Estes problemas podem ser resolvidos com a utilização de novas tecnologias solares e da distribuição estratégica das placas, preservando a beleza do projeto. Podem ser usados como suporte, por exemplo, os anéis que vão sustentar a iluminação do estádio ou trechos da estrutura metálica de sustentação. Ainda há outras duas possibilidades: utilizar o entorno da arena ou o pódio, praça que dá acesso ao estádio, onde as placas solares teriam o uso extra de fornecer sombra aos pedestres.



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Conversor doméstico transforma restos de comida em etanol

Luana Caires
10.03.2011

Microfueler, candidato a bomba de combustível caseira

O que você faz com as sobras de cada uma das suas refeições? É muito provável que elas acabem na lata de lixo, mas as invenções da empresa californiana E-Fuel pretendem evitar esse desperdício. Com elas, é possível produzir combustível até em casa a partir de qualquer material orgânico ou celulósico.

Seu funcionamento é relativamente simples. Primeiro, todos os resíduos são transformados pelo reator Microfusion em uma solução de água com açúcar em apenas dois minutos, garante a E-Fuel. Depois, basta adicionar esse líquido a qualquer resto de vinho ou cerveja que você tenha em casa e utilizá-los para alimentar o Microfueler – um conversor portátil, composto por um aparelho de destilação, um tanque de armazenamento e uma bomba semelhante às usadas nos postos de abastecimento.

Segundo seus fabricantes, com a utilização desses dois aparelhos é possível produzir um galão – igual a 3,8 litros — de etanol por apenas $0.56 centavos de dólar*. E matéria-prima é o que não falta. Estima-se que os Estados Unidos desperdicem anualmente quase um bilhão de toneladas de resíduos orgânicos, quantidade capaz de gerar quase 380 bilhões de litros de combustível, que podem ser utilizados tanto para abastecer veículos quanto para alimentar geradores de energia.

Além de evitar que detritos orgânicos sejam encaminhados para os aterros sanitários e impedir que uma grande quantidade de metano seja lançada na atmosfera, esse processo não é poluente. De acordo com a fabricante, o único subproduto desse procedimento é o pó de lignina, utilizado na indústria farmacêutica.

Ainda não se sabe por quanto o Microfusion será comercializado, mas o Microfueler já pode ser adquirido nos Estados Unidos por mais ou menos 10 mil dólares. O preço é salgado, porém, quem optar por essa tecnologia recebe do governo americano um desconto de 5 mil em impostos. Esse preço talvez seja alto para um usuário único mas pode ser razoável para um grupo ou condomínio.

De acordo com as leis do país, a produção a domicílio de até 37 mil litros de etanol por ano é legal, desde que não seja destinada à venda.

 

* Um galão (3,8 litros) de etanol a US$0,56 equivale a US$0,15/litro. Usando um câmbio de 1,70R$/US$, isso equivale em reais a R$0,25/litro



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Planta da tequila pode virar biocombustível eficiente

Luana Caires
04.02.2011

Álcool e biodiesel podem ser produzidos a partir das Agaves, foto Travis S.

Se antes as espécies do gênero Agave costumavam ser lembradas apenas por originar a famosa bebida mexicana, essa realidade pode mudar em breve. Pesquisadores da University of Illinois apontam que essa planta pode se tornar uma importante fonte de energia renovável, capaz de superar matérias-primas como milho, trigo, soja e sorgo.

As Agaves são plantas perenes com tamanhos que variam de 20 centímetros a 2 metros de altura. Ainda não é certo se elas são uma alternativa competitiva de fonte de energia, mas, considerando suas características naturais e condições de crescimento, muitos estudiosos acreditam que vale a pena estudá-la. Além de terem uma alta concentração de açúcar, essas espécies podem ser plantadas em qualquer tipo de solo e se adaptam muito bem a regiões áridas e solos degradados, pois suportam temperaturas altas, períodos de estiagem e captam o nitrogênio do ar.

A partir delas, pode-se extrair o álcool e o biodiesel, o primeiro obtido através da fermentação dos açúcares do caule e o segundo por pirólise rápida, queima da biomassa coletada a partir das folhas.

As Agaves produzem uma quantidade considerável de biomassa, apesar de não superar o rendimento de culturas anuais. Um dos pontos positivos da utilização dessas espécies perenes é que não há a necessidade de replantá-las regularmente e o custo de manutenção de uma cultura já existente — ou da plantação de uma nova —  é baixo.

A variedade mais eficiente para a produção de álcool é a Agave tequilana Weber, utilizada na fabricação de tequila. O setor de bebidas gera uma média de 120 toneladas de caules por hectare a cada seis anos, a partir dos quais são produzidos 20 mil litros de tequila (que contém 46% de álcool). Para alguns especialistas, a maior vantagem de se extrair biocombustível desse gênero de plantas seria a possibilidade de aproveitar culturas já existentes para a obtenção de biodiesel como um co-produto, evitando que novos terrenos fossem usados apenas para plantações voltadas para a obtenção de bioenergia. Além disso, existem cultivos abandonados de Agave no México e na África, utilizados antigamente no mercado de fibras naturais, e que poderiam ser recuperados para servirem à produção de biocombustível.

Agora os especialistas estão analisando quais seriam as espécies mais indicadas para a esse fim e estudando formas de transformar a extração de biocombustível das Agaves em uma tecnologia viável. Entretanto, ainda há muita pesquisa pela frente.



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Lâmpada do Aladim moderno

Eduardo Pegurier
17.01.2011

Lâmapada a energia solar N200, da Nokero, foto: divulgação

Um quarto da humanidade queima combustíveis fósseis para iluminar suas casas, e a OMS (Organização Mundial de Saúde) relata que metade usa carvão, madeira, excremento de animais e restos das colheitas para cozinhar e se aquecer. A prática contribui para um dos piores, tristes e insuspeitos problemas de saúde do mundo. Anualmente, 1,6 milhão de pessoas morrem em decorrência da fumaça gerada dentro de seus próprios lares. As vítimas habitam pequenos casebres espalhados pelas regiões mais pobres do mundo, especialmente a África Subsaariana.

O surgimento de pequenas luminárias autossuficientes e alimentadas por energia solar é um grande passo para minorar o problema. A Nokero, uma empresa sediada em Hong Kong, oferece um modelo desse tipo, a N200, equipamento resistente e a prova d’água, que pode ser pendurado em qualquer lugar (veja foto acima e imediatamente abaixo).

Modelo N200 desmontado e exibido em funcionamento, fotos: divulgação

A iluminação é feita através de LEDs alimentados por uma pilha AA recarregável. Durante o dia, ela é abastecida pela luz do sol através de uma célula fotovoltaica acoplada à parte traseira do equipamento, que pesa completo só 85 gramas.  Totalmente carregado, ilumina por 4 horas. Como isso leva mais de um dia, sua carga, em geral, é suficiente para 2 ou 3 horas de uso. A intensidade também não é ideal, mas substitui fácil um lampião a querosene — veja um vídeo sobre o produto.

Aliás, o nome da empresa, Nokero, é uma alusão a No Kerosene (Sem querosene). Segundo o fabricante, viver perto de um lampião equivale a fumar 40 cigarros por dia. E o consumo mundial do querosene para iluminação equivale — em produção de carbono — a poluição de 30 milhões de carros. A N200 custa 20 dólares e a N100, sua irmã um pouco mais fraca, custa 15, com a possibilidade de se obter bons descontos para compras em grande quantidade.

Enquanto a Nokero fez o produto mais robusto, simples e barato possível. Outra empresa, a D.light, arriscou-se com desenhos mais elaborados. Oferece a D.LIGHT S250, uma lanterna de mão que também serve para carregar o celular. Outra variante é uma lanterna com formato parecido ao de um lampião, mas que, segundo a empresa, é três vezes mais luminosa e dura 8 horas a partir de uma carga completa. Por fim, também oferece um abajur para leitura com capacidade para 15 horas e seis vezes o brilho de um lampião (fotos abaixo). Esses modelos custam entre 10 e 45 dólares.

A partir da esquerda, os modelos D.LIGHTS250, D.LIGHTS10 e Solata S380 da D.light, fotos: divulgação

Pequenos confortos como fazer consertos, ler livros de lazer e estudo ou simplesmente conviver sem precisar se intoxicar são algumas das inúmeras possibilidades que esses pequenos inventos possibilitarão a cerca de 2 bilhões de pessoas.

Leia mais sobre o problema da poluição doméstica no site da OMS. Dicas: blog Catalisando, de Carlos Alberto Teixeira, e site da BBC.



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Empire State Building compra energia limpa

Luana Caires
12.01.2011

Mais alto do pedaço e também o maior comprador de energia verde, foto: Inhabitat

Depois de passar por uma reforma de 20 milhões de dólares que diminuiu em 40% o seu gasto com eletricidade, o ícone nova-iorquino dos arranha-céus deve se tornar o maior comprador de energia verde de Nova York. Os administradores do prédio assinaram um contrato de dois anos com a Green Mountain Energy que prevê a compra de 55 milhões kilowatt/hora de energia eólica por ano — valor que corresponde ao consumo anual do edifício.

Isso, no entanto, não quer dizer que a energia utilizada para abastecer os 102 andares do imóvel seja proveniente de fontes limpas. O objetivo é alcançado indiretamente, por meio da aquisição de Certificados de Energia Renovável (REC, na sigla em inglês), documentos vendidos pelas próprias companhias de recursos energéticos que garantem a geração de uma determinada quantidade de energia limpa destinada à rede elétrica. Depois que chegam às redes de distribuição, tanto a força gerada a partir de fontes não-renováveis quanto a de fontes limpas são misturadas, sem que possam ser diferenciadas. Justamente por poder ser comercializados separados da energia física, os RECs garantem mais flexibilidade aos geradores de energia renovável, já que  o consumidor pode adquirir energia verde mesmo que não exista um fornecedor em sua região. É como se ele compensasse o seu consumo de energia, seja qual for a fonte, pagando por energia limpa em algum outro lugar, aumentando a parcela da renovável no total gerado.

O sistema acaba por  reduzir a demanda pela geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, e, na sequência, também corta as emissões de carbono.  No caso do Empire State Building, estima-se que a compra de certificados de energia eólica em valor equivalente ao do seu consumo energético anual deverá evitar a emissão de 45 mil toneladas de dióxido de carbono por ano, resultado semelhante ao que seria obtido com o plantio de 150 mil árvores na cidade ou com a redução de 40 milhões de viagens de táxi.

A compra de RECs está se tornando cada vez mais comum nos Estados Unidos entre empresas e instituições que querem ter práticas mais sustentáveis. A Intel, por exemplo, compra o equivalente a 1.4 bilhões de kilowatt/hora por ano em certificados — valor que corresponde à metade do seu consumo energético anual. Além de ser a maior compradora de energia renovável do país, a empresa utiliza sistemas de captação de energia solar em vários dos seus escritórios. Por meio da combinação de RECs com o investimento em produtos de utilidade verde, a Pearson,  gigante do mercado editorial internacional  dona de veículos como o Financial Times e da editora Penguin Books, aumentou sua compra de energia limpa de quase 2 milhões para 157 milhões de kilowatt/hora de 2004 para cá — quantidade suficiente para cobrir todas as suas operações nos Estados Unidos.

No entanto, o alto custo desse tipo de iniciativa ainda é o maior desafio para a sua expansão. De janeiro a setembro do ano passado, o número de novos projetos de geração eólica nos Estados Unidos caiu 72% em relação ao mesmo período de 2009, segundo a Associação Americana de Energia Eólica. Por conta do baixo preço do gás natural e de outros combustíveis fósseis, acordos de compra de energia renovável foram adiados ou cancelados em diversos estados, como Flórida, Idaho e Kentucky e Virginia, mas a expectativa é de que os preços da tecnologia limpa fiquem mais atraentes conforme ela amadureça.



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A maior turbina maremotriz do mundo

Eduardo Pegurier
10.01.2011

Maior turbina maremotriz do mundo- Ilhas Orkney, Escócia

A Escócia tem ambições de gerar toda a sua eletricidade de fontes renováveis até 2025. Além de fontes energéticas verdes a que já estamos acostumados a ouvir falar, como eólica e solar, o país pretende capitalizar os mares bravios que o circundam para gerar energia maremotriz, aquela que utiliza a força das correntes e das marés. A foto mostra a maior turbina maremotriz do mundo. Ele será utilizada para fornece toda a renergia de um grande centro de dados. Gerará 1 Megawatt de potência, o suficiente para abastecer mil casas.

Sua proporções são gigantes também. Se eleva a uma altura de 22,5 metros e suas hélices tem 18 metros de diâmetro. O conjunto todo pesa 130 toneladas. O mais curioso é que gira muito devagar, porque a velocidade da água do mar também é lenta — cerca de 2,7 metros por segundo. A força da água vem da sua densidade, mais de 800 vezes superior a do ar. O resultado é que as turbinas realizam apenas entre 6 e 8 rotações por minuto.

Abaixo, uma ilustração da usina submersa. No futuro, composta de várias turbinas semelhantes. A primeira já foi instalada esse verão (do hemisfério norte) nos mares gélidos e inóspitos das ilhas Orkeney, no norte de Escócia, que já pertenceram também a Noruega.

Ilustração do funcionamento da usina da usina de energia submersa

Veja também reportagem em vídeo da BBC.

 

Via Ecogeek

 



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Escócia: toda a eletricidade será verde até 2025

Eduardo Pegurier
04.01.2011

Flodigarry, Escócia: o arco-íris brota da tempestade, foto: Ben Leto

A Escócia não foi abençoada com um clima ameno. O país é batido de vento e sujeito a mudanças rápidas do tempo, com muita chuva. Em compensação, isso lhe proporcionou vastos recursos para planejar as metas mais ambiciosas do mundo de redução de emissões de carbono e, em paralelo, aumento da produção de energia renovável.

Tudo indica que os escoceses estão se movendo rápido para atingi-las, como confirma um novo estudo publicado pelo governo do país. Em 2010, do total de energia elétrica, 27% veio de hidroelétricas, usinas eólicas, solares e maremotrizes (movidas pela força do mar). Em 2011, o número já deve subir 4 pontos percentuais e atingir 31% e, em 2020, bater a marca dos 80%, quando, se tudo der certo, as emissões de carbono do país terão caído 42%. Para comparar, a meta colocada para esse mesmo ano pela União Europeia é de 20%, ou seja, 4 vezes menos ambiciosa. Cinco anos mais tarde, em 2025, um graal da energia sustentável pode ser atingido: a libertação dos combustíveis fósseis para gerar eletricidade, pois toda a geração será feita de fontes não poluentes.

Março em Lower Fargo, foto: Bruce McAdam

Energia elétrica não é tudo. Mesmo que toda ela seja produzida a partir de fontes renováveis, isso representará cerca de 16% do total de energia consumido no país.

De qualquer forma, os escoceses ainda continuarão precisando de bons casacos, mas poderão usá-los com muito orgulho.



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Curitiba testa táxi elétrico

Luana Caires
22.12.2010

O Palio Weekend adaptado para rodar com eletricidade, foto: Copel

O primeiro táxi elétrico do Brasil já está circulando na capital paranaense e cobra menos do que os convencionais. Por enquanto, ele atende apenas os usuários do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, mas a expectativa é de que a cidade tenha uma frota até a Copa de 2014. Desenvolvido pela Copel, em parceria com a Itaipu Binacional e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), o veículo parte de um projeto experimental para avaliar o impacto dessa tecnologia sobre o sistema elétrico da cidade, quando esse tipo de veículo começar a se difundir.

Montado há dois anos, o Fiat Palio Weekend sofreu diversas adaptações para se transformar em um carro elétrico, que resultaram em um veículo não poluente, mais silencioso e com um gasto menor com manutenção, já que possui uma mecânica mais simples do que os automóveis convencionais. Além disso, o custo do seu quilômetro rodado equivale a 20% do de um veículo movido a gasolina.

Sua única desvantagem está nas baterias. Importadas da Suíça, custam cerca de metade do valor total do automóvel e permitem rodar no máximo 150 quilômetros com carga cheia. Por isso, o taxi elétrico deverá fazer no máximo três viagens por dia até Curitiba. Para a recarga total são necessárias oito horas, mas o eletroposto da Copel – instalado no aeroporto – também permite cargas rápidas, de até 30 minutos. Com os testes, a companhia pretende desenvolver uma tecnologia para que o tempo de abastecimento caia – fala-se em 5 minutos — e já trabalha na criação de uma bateria nacional.

Quem quiser experimentar o táxi elétrico pode comprar um voucher no guichê da Cooperativa Aerotáxi, no saguão do aeroporto. O passageiro terá um desconto de R$ 20 no valor total da corrida. Assim, um percurso que custaria R$ 50 em um carro de praça convencional, custa R$ 30 no elétrico. Também é possível obter uma espécie de cartão pré-pago, com créditos que serão descontados conforme o uso. A pergunta é: qual será o tamanho da fila?

Já foi feita uma proposta de  substituir oficialmente os veículos de apoio dos aeroportos brasileiros por outros movidos a eletricidade ou híbridos. Ela começou a tramitação, em Brasília, na Câmara dos Deputados, mas foi rejeitada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A ideia era fazer a troca gradualmente, com o percentual de carros elétricos atingindo 20% do total até 2012; crescendo para 50% em 2015; 70% em 2018 até substituir completamente, em 2020, os veículos convencionais. Segundo o relator – deputado Edson Duarte (PV-BA) – a medida foi repelida porque a redução das emissões dos tratores, rebocadores, caminhões, vans e outros veículos de apoio é insignificante diante daquelas produzidas pelas aeronaves nas decolagens e aterrissagens.



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Vírus decuplica capacidade de baterias de lítio

Eduardo Pegurier
12.12.2010

“A chave para construir baterias melhores é construir eletrodos com a maior área possível”. Para atingir esse objetivo, a técnica em teste na Universidade de Maryland usa o vírus TMV (Tobacco mosaic virus). Ele é utilizado para recobrir os eletrodos de metal. A camada de vírus com aspecto de espaguete aumenta a área ativa da bateria e resulta em capacidades 10 vezes maiores.

A maneira como isso é feito em laboratório é curiosa e tem seu lado artesanal – veja o vídeo abaixo, legendado em inglês e sem som. Os cientistas têm um viveiro de plantas que são, pobres, infectadas com o vírus. Após algumas semanas de cultivo, extraem-se as folhas dessas plantas, que passam por um processo de centrifugação até serem separadas do TMV. Esse é manipulado para se tornar inerte e, em seguida, introduzido em uma solução. Então, o líquido resultante é usado para envolver o núcleo das baterias.

Baterias mais capazes e duráveis são fundamentais para viabilizar o uso exclusivo de energia solar em residências e carros elétricos, para dar apenas dois exemplos.
 


 
Dica: Engadget
 



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Maior barco solar do mundo está em Cancun para a COP16

Luana Caires
08.12.2010

O Planet Solar, que se prepara para dar a volta ao mundo, foto: Divulgação

Quando partiu de Miami rumo a Cancun, a equipe do Planet Solar – ou MS Tûranor – tinha um motivo nobre: mostrar aos participantes da 16a Convenção das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP16) que já existe tecnologia suficiente para priorizar o uso de fontes limpas de energia. E o próprio Planet é prova disso. Com 31 metros de comprimento, 15 metros de largura e peso de 95 toneladas, ele é o maior barco do mundo a ser movido exclusivamente por energia solar e cruzou o oceano Atlântico em tempo recorde.

Cerca de 500 m² de sua superfície são cobertos por células fotovoltaicas que alimentam baterias de lítio, responsáveis pelo funcionamento dos motores e pelo abastecimento de todos os equipamentos a bordo. A energia armazenada dá ao barco uma autonomia para viajar até três dias sem a luz do sol, mas, para evitar imprevistos, as viagens são calculadas levando-se em consideração a melhor rota, velocidade, condições climáticas e capacidade energética.

A ideia de construir o maior barco solar do mundo nasceu em 2004, mas só neste ano o projeto pôde ser concluído. O custo foi de 20 milhões de dólares, patrocinado por várias empresas européias e pelo governo suíço, que investiu $305 mil na iniciativa.

De Cancun, o Planet Solar deve seguir rumo a outro objetivo: ser o primeiro barco movido a energia solar a dar a volta no mundo. Durante a viagem, os pesquisadores poderão avaliar na prática o seu funcionamento, armazenamento da energia, aerodinâmica e sua performance no mar. Quem quiser pode acompanhar essa aventura online, com direito a mapa interativo, fotos do trajeto e posts da tripulação.




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