Neste fim de semana tem Virada Sustentável em São Paulo

Luana Caires
03.06.2011

Quem mora na capital paulista já tem um bom programa para os dias 4 e 5 de junho: a primeira edição da Virada Sustentável, que terá mais de 300 atrações gratuitas espalhadas por 60 locais diferentes da cidade. Serão realizados shows, peças de teatro, workshops, exposições e oficinas relacionadas ao meio ambiente e à sustentabilidade.

A programação começa no sábado, às 8 da manhã, com uma aula de meditação e Yoga nos parques Villa-Lobos, Ibirapuera e Água Branca. Continua com atividades como a exibição de documentários sobre mudanças climáticas, uma caminhada educativa para mostrar os efeitos da poluição nos parques de São Paulo, feira de troca de livros, CDs, roupas e brinquedos e oficinas que ensinam o cultivo de hortas, artesanato e reciclagem. Para as crianças, haverá atividades educativas.

O Estadão destaca “o circuito popular de corrida de rua no Parque Ecológico do Tietê; a instalação “Urban Trash Art”, com lixo reciclado, no Museu da Imagem e do Som (MIS); uma mostra de cinema com filmes engajados, no Instituto Goethe; a exposição “Somos Terra” com jogos e peças interativas sobre a natureza, no Parque Ibirapuera; uma palestra sobre bioconstrução na Universidade de São Paulo (USP); a feira de troca de livros, CDs, roupas e brinquedos na Rua Fidalga, na Vila Madalena”.

Confira a lista completa com os locais e horários de cada atração aqui.

A Virada Sustentável é uma iniciativa das secretarias municipal e estadual do Meio Ambiente (SVMA e SMA), da Rede Nossa São Paulo e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), apoiadas por um grupo de empresas patrocinadoras . A expectativa é de que 2 milhões de pessoas participem do evento, número que leva em conta as pessoas que devem ter contato com a Virada em locais movimentados, como o Parque Ibirapuera e estações de metrô.

Segundo a organização do evento, desde o início houve a preocupação de pulverizar sua programação em diferentes locais da cidade para evitar grandes deslocamentos e grandes aglomerações em um único local. “Outro cuidado foi o de não promover atrações apenas em lugares visitados pela população das classes média e alta, o que explica a presença de atividades nas regiões periféricas da cidade, como os bairros de Capão Redondo, na zona Sul, ou Belém, na zona Leste”, explica o jornalista André Palhano, um dos organizadores.

E, já que o tema principal da Virada é a sustentabilidade, uma das empresas que a apoiam pretende fazer um inventário de gases causadores do efeito estufa emitidos durante a maratona, levando em conta o público, o consumo de água e  energia e a utilização dos transportes, e promete plantar de 4 mil a 6 mil árvores para neutralizar a emissão de 
gás carbônico.



Tags: ,




Fritjof Capra defende cidades resilientes

Gabriela Machado
23.05.2011

Fritjof Capra e May East, foto: Gabriela Machado

Curitiba — A II Conferencia Internacional de Cidades Inovadoras, a CICI2011, debateu as necessidades dos centros urbanos de se tornarem mais flexíveis e resistentes a choques externos.  No modelo atual, eles têm necessidades vitais, como comida e energia, que são supridas por instâncias centralizadas e distantes do seu local de consumo.

As cidades ocupam 12% do território mundial e consomem em média, 75% dos recursos disponíveis”, diz May East, diretora do CIFAL FindHorn e coordenadora do programa Cidades em Transição. Ela e o físico Fritjof Capra tentaram mostrar o caminho para reduzir a vulnerabilidade das cidades e incentivar a participação dos seus habitantes na busca de soluções resilientes. Aqui, resiliência é entendida como a capacidade de um sistema continuar funcionando mesmo que o sistema maior em que está inserido entre em choque.

Eles elogiaram projetos como o que ocorre em Brasilândia (SP) – a primeira “favela em transição” do mundo — com o desenvolvimento de hortas, panificadora comunitárias e feiras de troca. “No estágio em que estamos iremos sustentar o quê?”, indaga May. “É necessário redesenhar o processo de um bairro ou cidade como sistemas vivos que se retroalimentam, para depois então sustentá-los”.

Ela ressalta a falta de infraestrutura de produção de alimentos dentro dos centros urbanos: “A comida de um americano viaja em média 550 km para chegar às mesas. Se você sobrevoa a cidade de São Paulo, vê pouquíssimas hortas urbanas e peri-urbanas. Para sobreviver, as cidades devem tornar-se ecossistemas completos”, afirma. Ela lembra a citação atribuída a Marx de que “a revolução está três refeições à frente”.  No limite, argumenta, as cidades são medidas pela sua capacidade de resistir a falhas nos sistemas externos de produção e transporte de comida que as suprem.

Sistemas melhor adaptados à vida

Pensador sistêmico e destaque da conferência, o físico austríaco Fritjof Capra defendeu a necessidade de organizações não-hierárquicas e mais diversas como modelos ideais para as sociedades  do que chamou de era pós combustível fóssil.

“A maioria das cidades modernas destroem habitats naturais e segregam sua população. È imperativo não separar uma cidade de acordo com religião ou classe social. A diversidade promove maior resiliência, pois os elementos distintos da rede executam funções diferentes, mas perfeitamente complementares.”

Capra também sugeriu novas maneiras de pensar os programas urbanos: “É importante que surjam projetos de pequena escala com diversidade, eficiência energética, não poluentes e orientados para a comunidade. Devemos gerar uma mudança de paradigma para que as cidades funcionem como organismos integrados e participativos.”



Tags: , ,




Cidade Digital é “urbanizada” durante conferência

Gabriela Machado
20.05.2011

Participantes se interessam pela cidade digital, foto: Gabriela Machado

Curitiba – Essa semana aconteceu a segunda edição da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras – ou CICI 2011. Mais de uma centena de palestrantes se apresentaram durantes os quatro dias de evento, incluindo o austríaco Fritjof Capra, autor do best-seller ambientalista Ponto de Mutação, e o arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e idealizador do sistema de “metronização” dos ônibus da cidade. O assunto central dos painéis será o reconhecimento das cidades com centros “glocais” – locais e globais – de tomada de decisão e desenvolvimento de mudanças qualitativas.

Segundo Parag Khanna, ex-acessor de política externa de Barack Obama e destaque no primeiro dia do evento: “Urbanização é a mega tendência do século 21, e a chave estratégica para essas cidades será o retorno sustentável em investimentos”.

Parag Khanna, à esquerda, "Urbanização é a mega tendência do século", foto: Gabriela Machado

A novidade interativa da Conferência esse ano — após os telões com tweets de espectadores ao vivo, na última edição — é uma cidade virtual que está sendo urbanizada conforme os participantes frequentam as palestras. O sistema funciona à medida que os interessados cadastram seus crachás em leitores ópticos nos telões de exibição do jogo, e segue com o habitual registro dos crachás nas entradas de cada palestra.

“Conforme os níveis de audiência dos participantes aos macro-temas do evento surgirão inovações mais ou menos rapidamente na cidade virtual. Por exemplo, se o tema com grande audiência for meio ambiente e biodiversidade, a cidade passará a ter hortas urbanas e containers de separação de lixo.” Explica o coordenador de comunicação digital do evento, Felipe Eiras. O software também relaciona participantes que viram as mesmas palestras e podem ser potenciais parceiros de discussão, através do twitter do evento. “Vemos o jogo como uma metáfora. Quisemos representar a diversidade do evento, gerando a consciência das pessoas sobre a construção das cidades também como resultados de nossos próprios hábitos”, completa.

Veja também a Cicity, uma cidade conceito promovida pelo evento.

 



Tags: , ,




Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos

Luana Caires
17.05.2011

Diga adeus aos produtos industrializadosl, foto: Michelle Matheny

A faxina pode até ser chata e desgastante, mas  casa limpinha é uma maravilha. E se você pensa que para isso precisa daqueles produtos industrializados cheios de substâncias tóxicas está enganado. Além de não serem prejudiciais à saúde, as versões caseiras funcionam tão bem quanto as do supermercado, são bem mais baratas e não agridem o meio ambiente.

((o)) eco selecionou algumas receitas para você fazer sabão, amaciante, desinfetante e outros produtinhos em casa e tornar o seu ritual de limpeza mais sustentável.

Sabão caseiro em barra

Existem várias maneiras de preparar sabão caseiro. Para essa receita, você vai precisar de ½ litro de soda cáustica líquida, 2 litros de óleo ou gordura, 250ml de álcool e 1½ litro de água. Ferva a água e a coloque em um balde com todos os outros ingredientes. Com um cabo de vassoura ou com uma colher de pau, misture bem por mais ou menos 40 minutos. Quando a massa ficar consistente e com uma corzinha creme, forre uma caixa de madeira com um pano, deposite a mistura sobre ele e deixe secar em um local arejado. A pasta pode demorar um pouquinho para endurecer, mas isso é normal. Depois de seco, retire o sabão da caixa puxando pelo pano e corte como desejar.

Mas fique atento: A soda deve ser manuseada com muito cuidado! Não se esqueça de usar luvas de borracha para evitar que ela entre em contato com a pele e cause queimaduras.

Detergente para louças

Ferva, em fogo baixo, duas xícaras de água e 1 xícara de sabão de coco ralado. Mexa até dissolver. Tire do fogo, acrescente mais seis xícaras de água, duas colheres de bicarbonato de sódio, suco de dois limões e misture bem. Depois é só aplicar na louça e esfregar.

Amaciante

Fazer amaciante caseiro é mais fácil do que você imagina. Basta misturar 1 sabonete de glicerina ralado com 2 xícaras de água e levar ao fogo. Deixe ferver até o sabonete dissolver. Depois, acrescente mais 6 xícaras de água, 2 colheres de glicerina liquida e  1 colher de leite de rosas. Misture bem e engarrafe.

Para passar roupas

Uma solução feita com uma colher de sopa de polvilho dissolvida em 1 litro de água facilita a tarefa e ainda não polui o ar.

Desinfetante para banheiro

Separe algumas folhas de eucalipto e deixe de molho em 1 litro de álcool (de preferência 70º) por 2 dias. Depois, ferva 1 litro de água com um sabão caseiro ralado até que ele seja dissolvido. Então, basta adicionar essa mistura à essência de eucalipto e engarrafar.

E para deixar a sua casa com um cheirinho agradável, invista em plantas. Você sabia que, além de perfumar, algumas espécies melhoram o ar do ambiente? A azaleia e o  antúrio, por exemplo, combatem poluentes como amoníaco e são indicados para cozinhas e banheiros. Já o lírio e a flor-do-natal são recomendados para cômodos pouco ventilados, pois funcionam como filtros de ar.

Veja também:

Ecofaxina: como limpar seu banheiro sem produtos químicos

Ecofaxina II: como limpar sua cozinha sem produtos químicos

Ecofaxina III: tirando manchas sem usar produtos químicos



Tags: ,




Um terço da comida do mundo vai para o lixo

Luana Caires
16.05.2011

Só no Brasil 39 milhões de quilos de comida vão para o lixo todos os dias, foto: Sporkist

Estima-se que 925 milhões de pessoas passem fome ao redor do globo. Ainda assim, um terço de toda a comida produzida no mundo se perde ou é desperdiçada a cada ano – o equivalente a 1,3 bilhões de toneladas. É o que mostra um estudo da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) da ONU, divulgado no último dia 11.

De acordo com o relatório da FAO, a quantidade de alimentos perdidos é praticamente igual nos países ricos e nos em desenvolvimento. O que muda é o padrão do desperdício. Nas nações mais pobres as perdas decorrem basicamente da infraestrutura deficiente e dos baixos níveis de tecnologia para colheita, processamento e distribuição dos produtos.

Já nos países ricos o principal problema é que muitos alimentos em perfeito estado são jogados no lixo pelas redes varejistas e consumidores. Anualmente, a população desses países joga fora quase tanta comida (222 milhões de toneladas) quanto a que é produzida em toda a África subsaariana (230 milhões de toneladas). Só no Brasil, 39 milhões de quilos de comida vão para o lixo todos os dias – quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de bocas diariamente, segundo a Organização Não Governamental (ONG) Banco de Alimentos. Isso equivale a população da grande São Paulo.

Além de representar grande contradição em relação ao grave problema da fome no mundo, o desperdício de alimentos aumenta o gasto de recursos – como água, terras, energia e trabalho –, utilizados na sua produção. Uma pesquisa recente do Reino Unido mostra que, por ano, a quantidade de água despendida no cultivo de alimentos que nem chegam a ser consumidos é duas vezes maior que a utilizada para lavar e beber, por exemplo.

Faça a sua parte

Reduzir o desperdício de comida é fundamental. Para diminuir as perdas ao longo da cadeia de produção de alimentos, o relatório sugere que se invista em novas técnicas de colheita, melhoria das condições de armazenamento e na educação dos agricultores.

Também cabe aos consumidores dar a sua contribuição. Uma casa brasileira joga fora, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, como apontou um levantamento do Instituto Akatu em 2004. Veja, a seguir, algumas dicas para evitar tantas sobras:

  • Faça a tradicional listinha dos itens em falta antes de ir ao supermercado;
  • Compre somente a quantidade de comida e bebida que estima que será realmente consumida;
  • Não se deixe seduzir por promoções do tipo “leve 3 pague 2”;
  • Na feira, prefira legumes com um pouco de terra, pois duram mais. Só os lave na hora do preparo;
  • Aproveite os alimentos integralmente: talos de couve, beterraba, brócolis e salsa, por exemplo, contêm muitas fibras e podem ser consumidos refogados, no feijão ou em sopas. Folhas de cenoura são ricas em vitamina A e podem ser aproveitadas para fazer bolinhos, sopas ou mesmo em saladas.


Tags: ,




Ecofaxina III: tirando manchas sem usar produtos químicos

Luana Caires
04.05.2011

O maior truque para se livrar das manchas é agir rapidamente, foto: Robert Hruzek

Tem coisa melhor do que começar o dia com um cafezinho fresco? Mas basta um breve descuido para que, no meio da correria, um daqueles pequenos acidentes do dia-a-dia aconteça: aquele respingo atinja a sua camisa e ponha fim ao seu bom humor. Afinal, as manchas são difíceis de remover na hora da lavagem.

Da próxima vez em que a pressa, mau jeito ou mero azar resultarem em uma mancha, não se preocupe. ((o))eco reuniu as melhores dicas para você se livrar dessas marquinhas indesejadas sem produtos químicos.

Sujou, lavou

O segredo para não sofrer na hora de remover uma mancha é agir rapidamente. Quanto mais tempo a substância passar em contato com o tecido, mais difícil será a remoção de suas marcas.

Evite esfregar

Procure eliminar os sinais antes de começar a esfregar a roupa, removendo o excesso com uma toalha absorvente ou com água fria e deixando a peça de molho. Quando esfregamos fortemente uma mancha de vinho, por exemplo, fazemos com que a bebida atinja as fibras mais profundas do tecido, o que pode dificultar ainda mais a sua remoção.

Não use água quente

Uma vez em contato com água quente, a mancha tende a se fixar no tecido. Claro, como você vai ver a seguir, o procedimento depende do tipo de marca a remover. Mas, na dúvida, opte sempre pela água fria.

Adeus alvejante

Aqueles três ingredientes básicos de uma ecofaxina – vinagre branco, bicarbonato de sódio, limão – são suficientes para manter a brancura das suas roupas. Adicione meia xícara de vinagre branco e uma xícara de bicarbonato de sódio durante o ciclo da lavagem da sua máquina e deixe que ela faça o resto do trabalho. Para remover manchas amareladas, você pode optar pelo limão. Basta deixar as peças brancas de molho em água morna com mais ou menos quatro xícaras de suco e alguns pedaços de limão por uma hora. Depois é só lavar normalmente. Elas ficarão cheirosas e sem aparência desbotada.

Molho de tomate

A tradicional macarronada de domingo sempre acaba deixando os seus rastros. Para remover manchas de suco e molho de tomate, esfregue um limão sobre o local atingido, enxágue e deixe secar. Se ainda houver vestígios, molhe a peça em uma solução de 1/4 de água morna, 1/2 colher de chá de detergente e uma colher de sopa de vinagre branco por 15 minutos. Enxágue e lave.

Vinho tinto

Se estiver em um restaurante e não puder combater a mancha naquele momento, ao chegar em casa, ferva a peça atingida em uma vasilha com leite  e deixe de molho até a mancha sumir. Vinagre, glicerina e perborato de sódio também podem ser usados para remover marcas de vinho, café e chá.

Óleo e gordura

Despeje água fervente sobre a mancha. Aplicar um pouco de maizena ou de bicarbonato de sódio sobre a área a ser limpa também ajuda a suavizar a marca.

Ferrugem

Cubra a área manchada com sal, aplique suco de limão por cima e coloque no sol por aproximadamente 20 minutos. Depois ponha um pano branco sobre a roupa e passe o ferro quente. Assim que mancha sair, lave a roupa normalmente.

Graxa

A margarina vegetal ajuda a tirar as manchas de graxa. Coloque um pouco sobre a área a ser limpa, deixe por alguns minutos, depois lave normalmente.

Ovo

Antes de lavar, aplique uma pasta de sal (sal com gotinhas de água) sobre a mancha. Depois, siga com a lavagem normal, mas lembre-se de não usar água quente. 

Sangue e Tinta de caneta

Da próxima vez que uma caneta estourar no bolso da sua camisa preferida, não se desespere. Deixe a peça de molho em leite antes de lavar.  Essa técnica pode ser utilizada para tirar manchas de sangue ou, se preferir, deixe a roupa atingida de molho em uma solução de água fria com sal.

Batom e maquiagem

Para esse tipo de marcas, a glicerina pode funcionar muito bem, mas aplique somente sobre a mancha. Depois, lave normalmente com água morna.

 

Essa lista não esgota o assunto. Quando se trata de remoção de manchas, cada um tem o seu truque. Se você tiver alguma ideia que não apareceu por aqui, compartilhe com a gente! Na semana que vem, a série continua com Ecoreceitas de detergente, amaciante e desinfetante.

 

Veja também:

Ecofaxina: como limpar seu banheiro sem produtos químicos

Ecofaxina II: como limpar sua cozinha sem produtos químicos

Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos

Via: Inhabitat



Tags: ,




Ecofaxina II: como limpar sua cozinha sem produtos químicos

Luana Caires
18.04.2011

Não parece, mas esse é o lar favorito das piores bactérias da casa, foto: sewpixie

Se você tivesse que apontar o lugar mais sujo da casa, qual seria? O banheiro? Pois saiba que a cozinha esconde mais germes e bactérias do que qualquer outro cômodo. Isso porque é nesse local que lidamos com comida e  preparamos nossas carnes, que nada mais são do que carcaças de animais mortos, e, por ser úmido, esse ambiente é bastante favorável à colonização por bactérias. A esponja de lavar louça e os panos de prato, por exemplo, são uma das fontes mais infecciosas de bactérias de origem alimentar, como E. Coli e salmonela – que se escondem nos poros das buchas e dos tecidos e podem contaminar alimentos ou utensílios. Mas não precisa se desesperar e encharcar a cozinha com água sanitária.

O Ecocidades tem algumas dicas para manter a cozinha livre de germes sem utilizar produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde.

Prevenir é melhor do que remediar

O melhor segredo para evitar a proliferação microorganismos é cuidar da sujeira assim que ela aparece. Bactérias se multiplicam em um ritmo alarmante, uma simples célula pode dar origem a mais de 8 milhões em menos de 24 horas. Portanto, se você espirrar um pouco de ovo cru ou molho de espaguete no balcão, limpe imediatamente. Se derrubar migalhas no chão, varra no mesmo instante. Limpar a cozinha à medida que você for cozinhando pode lhe custar alguns minutos a mais, porém, vai lhe poupar tempo a longo prazo. Afinal, é muito mais fácil se livrar de uma mancha de gordura no fogão enquanto ela ainda está fresca do que passar horas esfregando crostas de manchas secas.

Fique atento aos prazos de validade e marque nas vasilhas com sobras de comida a data em que foram feitas, para que não fiquem envelhecendo na geladeira. Também é indicado se desfazer de comida velha ou estragada a cada duas semanas para evitar que colônias de mofo cheguem a criar raízes. Adotando esses cuidados, é possível reduzir as chances da proliferação de bactérias. Mas, afinal, o que fazer para remover a sujeirada sem usar produtos químicos?

Produtos milagrosos

Água, limão, vinagre, sal e bicarbonato de sódio fazem verdadeiro milagre quando o assunto é limpeza. E o melhor: são produtos super baratos e podem ser aplicados em praticamente qualquer superfície da casa. Para remover manchas do balcão ou da geladeira, por exemplo, basta fazer uma solução de água com bicarbonato. Se quiser, adicione um pouco de suco de limão para dar um perfume cítrico.

Esponjas e Panos de Prato

A umidade e as fendas minúsculas que tornam a esponja tão eficiente na hora da limpeza fazem dela o abrigo perfeito para as bactérias.  Para impedir que ela contamine seus utensílios, é preciso fervê-la por cerca de três minutos entre cada uso. Quanto aos panos de prato, deixe-os secar completamente depois da utilização e lembre-se de lavá-los, no mínimo, uma vez por semana. Lembre-se: quanto mais secas as coisas estiverem, menor a chance de bactérias. Elas adoram umidade.

Louças

Acumular aquela pilha de louça por lavar é um jeito infalível de encher a sua pia de germes. Para evitar que isso aconteça, lave seus utensílios de cozinha logo depois de usá-los. Você pode usar um detergente biodegradável ou fazer um detergente caseiro. Para tanto, basta ferver, em fogo baixo, duas xícaras de água e 1 xícara de sabão de coco ralado. Mexa até dissolver. Tire do fogo, acrescente mais seis xícaras de água duas colheres de bicarbonato de sódio, suco de dois limões e misture bem. Depois é só aplicar na louça e esfregar. E não se esqueça de fechar a torneira enquanto estiver ensaboando. Se suas louças de vidro estiverem sem brilho, é possível recuperá-lo mergulhando as peças em uma bacia com água e algumas gotas de vinagre e deixá-las de molho por  meia hora.

Panelas

Para retirar a sujeira que adere ao fundo das panelas, coloque água e quatro colheres de sopa de vinagre dentro do utensílio. Leve ao fogo e deixe ferver. Na hora da lavagem, o grude vai embora com mais facilidade e menor quantidade de sabão.

Azulejos

Para desengordurar azulejos, adicione duas colheres de vinagre a um recipiente com oito xícaras de água morna. Em seguida, basta molhar um pano na solução e esfregá-lo na área a ser limpa.

Fogão

Aquela sujeira mais pesada, que insiste em ficar grudada no fogão, pode ser removida deixando um pouco de vinagre sobre a gordura 15 minutos antes de começar a limpeza. Fica novinho em folha. Se quiser, você também pode optar por uma solução de duas partes de água para uma de sal.

Forno

Espalhe um bocado de bicarbonato de sódio sobre a parte inferior do forno, certificando-se de que todas as manchas estejam completamente cobertas. Depois, vá borrifando água sobre a área a ser limpa várias vezes durante algumas horas para manter o local úmido e, então, deixe a mistura descansar por uma noite. No dia seguinte, basta remover a pasta de bicarbonato que a sujeira será eliminada.

Microondas

Da próxima vez em que encontrar espirros de comida dentro do microondas, não se desespere! Existe uma maneira fácil de remover manchas sem passar horas esfregando o aparelho. Coloque ¼ de xícara de vinagre e uma xícara de água em uma vasilha e aqueça a mistura no próprio microondas por dois ou três minutos. Quando terminar o aquecimento, deixe agir por 10 minutos. O vapor e a acidez do vinagre vão soltar as partículas de alimentos, permitindo que sujeira seja removida com mais facilidade. Também é possível substituir o vinagre por limão.

Geladeira

Para limpar a parte interna da geladeira, o uso de produtos industrializados é desaconselhável, pois liberam compostos orgânicos voláteis (VOCs) e eles podem prejudicar a saúde de quem ingere os alimentos guardados ali. Portanto, na hora da limpeza, prefira a mistura de água, bicarbonato de sódio e sabão.

 

 

Veja também:

Ecofaxina: como limpar seu banheiro sem produtos químicos

Ecofaxina III: tirando manchas sem usar produtos químicos

Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos

 

 

Via: Inhabitat



Tags: ,




Ecofaxina: como limpar seu banheiro sem produtos químicos

Luana Caires
31.03.2011

Quem já se aventurou pelos afazeres domésticos sabe que limpar o banheiro não é das tarefas mais agradáveis, afinal ninguém gosta de recolher fios de cabelo do ralo, ficar esfregando os azulejos, a pia e meter a mão no vaso sanitário. Verdade seja dita, esse é um dos cômodos da casa que mais merece nossa atenção na hora da limpeza, mas se engana quem acha que para se livrar dos germes é preciso um arsenal de produtos químicos. É possível substituir os artigos industrializados por itens que podem ser encontrados em qualquer despensa.

O Ecocidades reuniu algumas dicas para quem quer manter o banheiro limpo sem agredir o meio ambiente.

Vaso Sanitário

Quem disse que é preciso alvejante para deixar sua privada branquinha e sem manchas? Basta adicionar meia xícara de vinagre a uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Aplique essa mistura no vaso sanitário, deixe agir por 30 minutos e depois é só esfregar bem. O ideal é fazer esse tipo de limpeza uma vez por semana. Você também pode aplicar um desinfetante caseiro, se quiser. A receita é fácil. São necessários quatro litros de água, um litro de álcool, um sabão caseiro e folhas de eucalipto. Deixe as folhas de molho no álcool por dois dias. Rale o sabão e o dissolva em um litro de água fervente. Em seguida, adicione o restante da água e a essência de eucalipto e voilà!

Azulejos

Para remover o mofo dos rejuntes de azulejos do banheiro, aplique uma boa quantidade de vinagre branco puro com uma escova de dentes velha. Deixe-o agir durante duas horas e, depois, lave a superfície apenas com água. A acidez do vinagre quebra moléculas de gordura e também mata bactérias e mofo. Ele também pode ser utilizado para remover manchas da parede, limpar cortinas ou o box e utensílios de vidro. Em uma experiência realizada para testar o poder de limpeza do vinagre, ele foi capaz de matar 99% de bactérias de superfície, 80% germes e 82% de mofo encontrados em um balcão.

Ralos

Fios de cabelo são uma das causas mais comuns do entupimento de ralos no banheiro. Para desobstruir a passagem da água, primeiro retire todos os detritos visíveis. Então, derrame ¾ de xícara de bicarbonato de sódio do ralo seguida de meia xícara de vinagre. Lembre-se de tampar o ralo imediatamente com um pano, pois a reação dessas duas substâncias produz uma efervescência.  Deixe a solução agir por 30 minutos e então jogue água fervente.

Pia

Misture duas xícaras de bicarbonato de sódio, meia xícara de sabão caseiro, uma xícara de água e meia xícara de vinagre e aplique na pia. Para polir as torneiras, use uma solução com partes iguais de bicarbonato de sódio e vinagre, enxaguando em seguida.

Espelhos

Use um pano sem fiapos e água quente. Se tiver muitas manchas de pasta de dente, use uma solução com partes iguais de vinagre e água. Espirre sobre a superfície e depois seque com um pano. Essa mistura também pode ser usada para limpar janelas e qualquer superfície de vidro.

Chão

Adicione meia xícara de bicarbonato de sódio  e um pouco de suco de limão a um balde de água quente. Se o chão do seu banheiro for pequeno, você pode usar aquela mesma solução de limpar pias. Outra opção é utilizar meia xícara de sal dissolvido em um balde de água morna. Aplique essa solução com um esfregão e, depois, enxágue normalmente. E não se esqueça de nunca deixar o tapete molhado dando sopa no chão, tente pendurá-lo no box para que possa secar mais rapidamente. Para mantê-lo livre de odores, espalhe um bocado de bicarbonato de sódio e, então, passe o aspirador de pó sobre sua superfície. Assim você poderá usar o mesmo tapete por mais tempo.

Por fim, para deixar um cheirinho bom no ar, borrife uma solução de cravos-da-índia no ambiente. É só misturar álcool a um punhado de cravos. Mas, antes de utilizar, é preciso deixar essa mistura descansar por alguns dias. Além de perfumar, o aroma afasta os insetos.

 

Veja também:

Ecofaxina II: como limpar sua cozinha sem produtos químicos

Ecofaxina III: tirando manchas sem usar produtos químicos

Ecofaxina IV: Faça você mesmo produtos de limpeza ecológicos

 

 

Via: Inhabitat



Tags: ,




São Paulo: medicamentos ganham programa Descarte Consciente

Luana Caires
30.03.2011

Não é balinha doce, SP compra cerca de 170 milhões de medicamentos por mês, foto: Pranjal Mahna

É inevitável. Ao fim de um tratamento de saúde é comum sobrar medicamentos e aí vem a pergunta: o que fazer com os eles? A resposta é importante. Segundo a Anvisa, só na capital paulistana são vendidos no varejo 170 milhões de produtos farmacêuticos por mês. Faz pouco tempo, remédios vencidos ou em desuso iam parar no lixo comum ou no vaso sanitário, hábito que pode causar a contaminação da água e do solo por substâncias químicas. Mas, desde o final do ano passado, foi inaugurado o programa Descarte Consciente.  Aprovado pela Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, o projeto é criação da Brasil Health Service (BHS), empresa de tecnologia e inovação em saúde, em parceria com a rede Droga Raia e a Medley. Ele já conta com 13 postos de recolhimento de fármacos na cidade de São Paulo. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura de São Paulo também recebem medicações fora de uso. Os pontos de coleta estão em expansão. Na capital, A rede Pão-de-Açúcar e a Drograria São Paulo estão criando seus próprios programas. Fora dela, o Descarte Consciente já tem 3 pontos em Limeira (SP) e, em breve, deve chegar a Belo Horizonte e Porto Alegre. A prefeitura do Rio de Janeiro também foi procurada, mas até agora não manifestou interesse.

Todos os postos de recolhimento são equipados com a Ecomed, uma estação coletora de resíduos de medicamento. A estação oferece três compartimentos de depósito: um para pomadas e comprimidos, um para líquidos e sprays e outro para caixas e bulas, que devem ser rasgadas antes do descarte. Os coletores têm aberturas do tipo boca de lobo e portas com fechamento a chave, impedindo a retirada do material depositado. Antes de fazer o descarte, o consumidor registra o tipo do medicamento que deverá depositar por meio do leitor de código de barras da Ecomed, sistema que permite o rastreamento de remédios controlados evitando que esse tipo de medicação seja desviada e revendida ilegalmente.

Estação de recolhimento Ecomed

Os dados registrados na máquina são usados para a elaboração do preservômetro – um índice que permite ao consumidor acompanhar quanto foi recolhido e quais os benefícios dessa coleta para o meio ambiente. De acordo com estimativas do pesquisador e sócio da BHS, Joe Roseman, cada quilo de medicamento recolhido deixará de contaminar 450 mil de litros de água e, segundo projeções do especialista, cerca de 186 toneladas devem ser coletadas no primeiro ano de funcionamento do programa.

É importante lembrar que mesmo as embalagens primárias – aquelas que entram em contato com a medicação – são consideradas como resíduos perigosos, já que podem ter sido contaminadas, e devem ser descartadas corretamente junto aos remédios.

Da Ecomed, o material é levado pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), órgão gerenciador dos serviços prestados na cidade de São Paulo, para a destinação final correta. Medicamentos vencidos e produtos químicos são enviados para usinas de incineração certificadas, enquanto seringas e agulhas são encaminhadas para uma usina de tratamento para serem descontaminadas e, em seguida, são mandadas para aterros especiais.

Urnas coletoras das farmácias do grupo Pão de Açúcar, foto: Divulgação

O Descarte Consciente já chegou a Limeira, no interior de São Paulo,  e sua implantação em Belo Horizonte e Porto Alegre já está sendo negociada. O número de postos de descarte ainda deve crescer bastante. Segundo o diretor-presidente da BHS, José F. Agostini Roxo, a rede Droga Raia pretende alcançar a marca de 200 lojas equipadas com a Ecomed. Espera-se que o programa chegue também ao Rio de Janeiro, mas ainda não foi possível chegar a um acordo com os gestores da capital carioca. “No Rio de Janeiro não é feito esse tipo de coleta e, ainda assim, a prefeitura está nos dizendo que não vai se comprometer com o recolhimento e a destinação final do material”, afirma Roxo.

Outras redes já têm projetos-piloto ou pensam em iniciá-los. O Grupo Pão de Açúcar, em parceria com a Eurofarma, inaugurou postos para descarte de medicamentos no fim de 2010 em cinco drogarias dos seus supermercados. Se esse projeto piloto for bem sucedido, o serviço deve ser estendido às 154 lojas do grupo que têm farmácias em suas instalações. Já a Drogaria São Paulo, líder no varejo farmacêutico no país, já está em negociação com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo para oferecer o recolhimento de remédios em suas lojas.

 

Veja também: 80% dos antibióticos vendidos nos EUA são destinados a animais

 



Tags: , ,




Estudante usa calça jeans 15 meses sem lavar

Luana Caires
18.03.2011

Jovem canadense usou o mesmo jeans por 15 meses sem lavá-lo nenhuma vez, foto: Erkin

Há quem acredite que usar a mesma calça jeans por muito tempo sem lavá-la é uma ameaça à saúde e aos bons costumes, mas a experiência de Josh Le, aluno da universidade de Alberta, no Canadá, indica que o hábito é menos nocivo do que se imagina. Depois de usar sua calça jeans por 15 meses e uma semana sem mandá-la nenhuma vez para a lavanderia, ele submeteu sua vestimenta a uma contagem bacteriana e o resultado foi surpreendente.

“Esperava encontrar bactérias associadas ao intestino grosso, mas me surpreendi com a sua total ausência, apenas bastante bactéria de pele da mais comum”, disse Rachel McQueen, professora do rapaz e pesquisadora da relação entre odores e o aparecimento de microorganismos em tecidos.

As bactérias descobertas na roupa são transferidas para a vestimenta pela pessoa que a usa e não oferecem perigo para a saúde – desde não existam cortes ou arranhões na epiderme. A menos que você trabalhe em um hospital ou em uma cozinha, onde a higienização é imprescindível, o resultado demonstra que adotar intervalos maiores entre as lavagens dos seus jeans gera benefícios ambientais maiores do que os seus riscos.

E aí? Por quanto tempo você aguenta usar a mesma calça jeans? Ou melhor, por quanto tempo você ainda teria amigos?



Tags: , ,




Anterior        Próximo