Plástico verde já está pronto para ser comercializado

Fabíola Ortiz
02.06.2011

Plástico feito de etanol, foto: Mathias Cramer (divulgação)

Rio de Janeiro — A produção ainda é pequena comparada ao plástico convencional, derivado de petróleo, mas a primeira iniciativa em escala comercial da América do Sul, da empresa Braskem, já pode produzir o plástico verde comercialmente. Ele é fabricado na unidade industrial de eteno derivado de etanol, inaugurada em 2010. Essa fábrica foi destacada no Bright Green Book, que se autodenomina o “Livro Verde do Século 21”. Publicado pelo EubraConselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável,  apresenta 100 iniciativas mundiais da última década que se destacaram por contribuir para o desenvolvimento sustentável.

O plástico verde é feito com uma resina gerada a partir da cana de açúcar. O etanol da cana é desidratado e passa por um processo industrial para se transformar em eteno, que é, então, polimerizado. “É um plástico de origem vegetal 100% renovável. As propriedades físico-químicas são as mesmas. No final do processo, temos o mesmo plástico como se tivesse sido produzido a base de petróleo”, explicou a ((o))eco Frank Alcântara, diretor de marketing da Braskem, enquanto participava do Rio Global Green Business.

A sustentabilidade do plástico verde está na sua origem: quando a cana-de-açúcar é cultivada, o crescimento da planta captura 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera para o equivalente a cada tonelada do polietileno verde produzido. O produto final é usado por empresas que abraçaram o conceito como pilar de sua estratégia de mercado. Isso vai desde empresas de alimentos a veículos, cosméticos, produtos de higiene e farmacêuticos.

A tecnologia em si não é uma novidade. Ela já existe desde o início da década de 80. Contudo, faltava viabilizá-la comercialmente. A Braskem investiu cerca de R$ 500 milhões no projeto, concebido com tecnologia brasileira, que tem capacidade de produção de 200 mil toneladas de polietileno verde por ano.

Este ainda é um pequeno passo comparado aos 3 milhões de toneladas/ano de plástico tradicional produzidas pela Braskem. Aumentar essa parcela depende de logística para a obtenção do etanol que é a principal matéria-prima. “A indústria petroquímica tradicional toda a base de petróleo está localizada próximo aos centros que tratam o petróleo. Então, a indústria a base de matéria-prima renovável, como a cana, é uma quebra de paradigma. Podemos ter uma indústria petroquímica produtora de resina termoplástica próxima a uma usina de etanol no interior do Brasil, como por exemplo no Mato Grosso”, explica Alcântara.

Do lado das desvantagens, o plástico verde não é biodegradável. Ele tem a mesma degradabilidade de um plástico comum à base de petróleo. “Já existem iniciativas biodegradáveis no mundo de plásticos. Mas isso requer processos caros. Está na nossa pauta produzir um plástico biodegradável”, completou Alcântara.



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4 respostas para “Plástico verde já está pronto para ser comercializado”

  1. karina disse:

    O plastico verde é um grande passo para a diminuiçaõ da dependencia do petroleo, mesmo naõ sendo biodegradavél.

  2. Não conheciaa esse tipo de produto, meu professor de quimica me informou sobre esse novo tipo ecologico, agora todos os produtos plasticos deve comesar a seguir esse projetoo. melhorando cada vez mais nosso planetaa.

  3. patricia disse:

    gostaria de saber o autor da bibliografia a a data de quando postaram obrigada para por no trabalho

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