Olha que coisa mais … feia

Magda von Brixen
12.07.2011

Perplexidade. Tenho um filho indigenista vivendo em contato visceral com a Amazônia, e foi através dele que o Zé Castanheira entrou na minha casa um dia depois de sua morte. Vendo e ouvindo os dez minutos da sua fala mansa no TED x Amazônia – mais um Zé, brasileiro e vigoroso, contando sua emocionante história – me quedei muda. Assisti mais uma vez: o exemplo contundente de sustentabilidade, possível lá na floresta e a todos nós, sendo transmitido em palavras simples, sem demagogia ou xiitismo.

Ele mesmo transformava sua fonte – a castanheira viva – em óleo e outros derivados, mas preservando-a como a um caríssimo membro da sua família. “No meu próprio lote estou industrializando… Eu faço óleo de castanha de primeira qualidade, rico em selênio, bom pra todo tipo de comida, fritura, e se usa como óleo de oliva na salada. Do resíduo, que chama bagaço, se faz sorvete, biscoito, o que sua imaginação der pra comer… Isso já tá indo pro mercado aos poucos, o pessoal da universidade, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) está me comprando direto este óleo, que além de ser bom pra comer é ótimo remédio, como vocês sabem: o selênio combate o câncer, agregando valor à floresta.”

Emocionante assisti-lo, dramático saber que pessoas assim estão sendo eliminadas sumariamente: simples, honesto, verdadeiro, espontâneo, calcado no script natural de quem vive coerente com o que diz, por isso mesmo flecha certeira em nossos corações e mentes. “Se o negócio tá preto, eu vou lá e tiro o cipó, faço dez cestos num dia, faço R$ 100,00; faço vinte cestos, R$ 200,00 (…) e ela (a floresta) tá lá, continua me dando, no dia que eu quero vou lá e apanho.”

Zé fazia o dever de casa, da floresta, do planeta: desenvolvimento sustentável, tema da grande conferência mundial que vai acontecer agorinha mesmo por aqui, na urbe carioca, a Rio+20, em 2012. Zé não vai mais fazer cestos, ouvir passarinhos, o balanço do vento nas castanheiras ou o estridente guincho da motosserra que cala a voz da floresta. “Ela é viável em pé. É uma coisa que você não agoa, você não bota adubo, você só tem o trabalho de ir buscar o que ela produz.”

Você que me lê, já ouviu o barulho de uma motosserra abaixo da sua janela e, em poucos segundos, o estrondo seco de uma árvore caindo? Pois é, eu já. “… Lá na minha pequena propriedade eu produzo óleo de castanha, manteiga de cupuaçu, polpa de cupuaçu, faço artesanato de cipó e em madeira. Agora, eu aproveito as madeiras que a natureza derruba, que a natureza põe no chão pra mim. E no lugar daquela que caiu, eu planto outra. Então, a floresta é sustentável, duas vezes mais em pé do que derrubada. Que quando você derruba, você só tem uma vez; e quando você deixa ela em pé, você tem ela para sempre.”

E a voz mansa do Zé acordou este barulho aqui dentro, reverberando uma memória recente – incomensurável distância entre os dois fatos em si, sua magnitude e consequências envolvidas; mas, em comum, a mesma insanidade voraz humana que não olha à frente nem para os lados, só o imediatismo de alguns poucos interesses espúrios.

16 de fevereiro de 2011, Ipanema, Rio de Janeiro.

O apartamento em que eu estava então morando na Rua Joaquim Nabuco tinha uma vista verde lindíssima de amendoeiras e uma outra espécie de árvore de copa imensa, que fazem parte do conhecido ‘corredor’ verde dos fundos da Joaquim Nabuco – ele se estende do Colégio São Paulo, no início da Av. Vieira Souto, ao prédio nº 240 da Rua Francisco Otaviano. O charme dos prédios desse local são justamente os apartamentos de fundos, pela vista verde que os separa do mar. Viveiro rico de bem-te-vis e outras tantas espécies de pássaros, famílias inteiras de micos ali vivem e se alimentam das sementes dessas árvores, produzindo uma festa diária aos olhos e ouvidos. Tudo isso em pleno bairro de Ipanema, sempre tão cantado apenas pela beleza e poesia da sua praia, das suas garotas.

Pois estava eu às 10h trabalhando no computador, de frente para este oásis, quando ouvi um barulho insistente de motosserra – achei que era mais uma obra na vizinhança. De repente, ouvi também um estrondo fortíssimo de árvore abatida e então pulei pra janela: uma das copas frondosas já era uma clareira para as janelas dos prédios nº 6 e nº 8 da Av. Vieira Souto, este último o abatedor das árvores, pois algumas delas estão no seu terreno de fundos. Da minha janela mesmo falei com um dos operários, que disse ser de uma empresa particular contratada para ‘limpar’ o excesso das copas etc. etc. Só que a ‘limpeza’ estava sendo feita cortando já a metade dos troncos de duas árvores – enquanto eu telefonava a amigos para saber o que fazer RÁPIDO, falando com o operário e, ao mesmo tempo, com meu porteiro pelo interfone, a motosserra era mais rápida ainda e já abatia a segunda copa. Os micos saltavam guinchando pra tudo que é canto e as aves voavam ruidosamente, com os bem-te-vis fazendo altos e inúteis protestos contra os céus. Vi, na minha frente, o desenho em microcosmo do que vai acontecendo por nossas matas e florestas. Impassíveis e com técnicas bem rudimentares, os operários iam em frente, balançando perigosamente em cordas que pendiam dos próprios galhos grossos que iam sendo abatidos.

No meu prédio ninguém sabia nem fazia nada, do porteiro ao síndico, que disse mesmo nada poder fazer porque as árvores pertenciam ao prédio vizinho. Não havia nem como aguardar a imprensa, porque a motosserra continuava eficiente seu trabalho a cada segundo e o resultado era irreversível!…

Telefonando para todas as instituições ligadas ao assunto, acabei descobrindo que havia o que fazer sim: acionei a PATRULHA AMBIENTAL, serviço do setor de Parques e Jardins da Prefeitura, e o caminho foi ágil e eficiente após dar o histórico e endereço do caso. Me atendeu Janaína, que rapidamente acionou um ‘patrulheiro’ já em trânsito ali por perto, Alexandre, que chegou com uma escolta policial e assim teve acesso aos porteiros e ao devido prédio depois. Facultei meu endereço para que ele pudesse fotografar o ‘abatedouro’ (antes fui até lá pegar o nº do edifício em questão para a denúncia, porque da Av. Vieira Souto não se percebia absolutamente nada, nem o barulho da motosserra…).

A motosserra parou na hora. Pude ver da minha janela a empresa se retirando. O primeiro round estava ganho, pois eles não tinham em seu poder a licença de poda, obrigatória no caso. No dia seguinte a Patrulha Ambiental me telefonou dizendo que o prédio conseguira a licença – e eles não podiam impedir a poda das árvores, somente monitorar se essa poda ficava nos limites do razoável, sem comprometer a sobrevivência das árvores. Alexandre voltou realmente à tardinha, segundo meu porteiro, para verificar o trabalho. Embora já tivessem cortado toda a copa de mais uma árvore no final da manhã e uma imensa clareira agora devassasse grande parte dos apartamentos de dois prédios, no lugar dos pássaros e micos que enchiam de paz nossos cansados olhos dos computadores, várias árvores de Ipanema, com certeza centenárias, foram então preservadas – pelo menos por enquanto.

“De nossa janela tínhamos uma bela vista arborizada que, por muito pouco, escapou de ser totalmente abatida pela sanha de uma motosserra. Ganhou-se uma batalha, mas não a guerra. Purificado pelas folhas de dadivosas amendoeiras e outras árvores centenárias, esse oásis faz parte do abençoado trecho que liga Copacabana a Ipanema – o Arpoador – e funciona como um verdadeiro pulmão da área. Ajudando a manter o ecossistema, serve de morada a pássaros, micos e outros bichinhos”, diz a proprietária do apartamento que eu então alugava, a médica Anna Saraiva, hoje moradora de Teresópolis – RJ e adepta de práticas agroecológicas – há três anos se dedica ao cultivo de plantas alimentícias e medicinais em área urbana, valendo-se da homeopatia nesse manejo.

Atualmente, para grandes podas (como esta), é necessário licença – quer dizer, é o caminho correto, muita gente não tira mesmo. Aí, se denunciado ao órgão competente, multam. O Parques e Jardins dá a relação de empresas credenciadas para fazer a poda dentro dos critérios corretos de preservação das espécies.

Para quem se interessar pelo histórico completo, o que consegui levantar é que a síndica do prédio nº 8 resolveu contratar o serviço para não correr o risco de ter que pagar indenização ao meu prédio, caso as árvores destruíssem o telhado da garagem pela queda de grandes galhos em temporais. Acontece que eu soube, por reunião de condôminos, que o telhado dessa garagem ia ser trocado em breve, pois estava realmente velho e podre. Ele é que precisava ser renovado, no lugar de retirar as copas de árvores que vão levar dezenas de anos para recuperar seu tamanho – se conseguirem! Através de alguns vizinhos mais antigos, também descobri que o ‘sonho’ do nosso síndico era justamente construir mais um andar de garagem (ela é térrea atualmente), e as copas das árvores dos prédios vizinhos, que avançavam pelo telhado da garagem, ‘atrapalhavam’!

O que resta é fazer pressão SIM, senão, aos pouquinhos, vão retirando as árvores de todo o espaço urbano com a desculpa de não comprometer o patrimônio construído; e vão construindo mais e mais garagens, na contramão de todo o bom senso e dos investimentos atuais que visam o equilíbrio do meio ambiente com o fator urbano, apontando para a crescente emergência do transporte alternativo: bicicletas, metrô, ônibus, de preferência nesta ordem…

Zé Claudio Castanheira se considerava filho da floresta. Emocionado, ele dizia: “essas árvores que tem na Amazônia são minhas irmãs. Quando eu vejo uma árvore dessas em cima de um caminhão indo para a serraria, me dá uma dor, é mesmo que eu estar vendo um cortejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem, porque é vida, é vida pra mim que vivo na floresta, é vida pra todos vocês que vivem nos centros urbanos, porque ela está lá purificando o ar, ela está lá dando retorno pra nós…”.

Patrick Howlett-Martin, diplomata francês aqui no Rio, diz sobre o assunto: “Tive o mesmo problema no ano passado e não sabia a quem recorrer… são moradores, síndicos e porteiros que decidem cortar árvores sem o mínimo constrangimento. Tenho um pequeno apartamento na Rua Francisco Otaviano, no nº 240, que dá nesse corredor verde. Como, na época, o porteiro do prédio ao lado cortou árvores e grandes galhos do jardim dos fundos do edifício, fui averiguar quais as razões da mutilação de espécies tão sadias. Pois o estrago foi realizado por ele num domingo, cumprindo ordens do próprio síndico, que mandou cortar as árvores. ‘Coincidentemente’, em janeiro deste ano, durante uma reunião de condomínio no mesmo prédio, o síndico propôs fazer um estacionamento asfaltado no lugar do jardim, para isso tendo que cortar definitivamente as árvores centenárias do espaço. Tal proposta, felizmente, não obteve quorum e foi rechaçada, mas temo que o assunto não tenha sido enterrado de vez. É assustador…”.

Hoje, ao escrever este artigo, fui checar os telefones que, em fevereiro último, me apoiaram tanto no que considerei ser a minha responsabilidade – queria disponibilizá-los a todos. Com surpresa, os números diretos do Parques e Jardins, da Ouvidoria da Comlurb e, principalmente, da eficiente Patrulha Ambiental, foram todos substituídos e centralizados pelo número 1746, uma Central única da Prefeitura. Ao invés da atenciosa Janaína, entra o serviço eletrônico e você deve escolher a opção 3 – então uma atendente anotará sua denúncia, acionando a Patrulha Ambiental.

Quis localizar Alexandre, porque gostaria de entrevistá-lo. A atendente me forneceu o telefone da Secretaria de Meio Ambiente, à qual a equipe da Patrulha se reporta: (21)2976-3149. Ninguém atendeu a minhas inúmeras tentativas. Tomara que a eficiência do atendimento direto de quatro meses atrás não seja perdida e a Central atue com mais agilidade ainda, acionando os patrulheiros da vez.

Mas, me deu saudades da dupla Alexandre-Janaína…



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42 respostas para “Olha que coisa mais … feia”

  1. Bernardo disse:

    Belo texto, triste historia. Obrigado por compartilhar essas infos, Magda, que sao uteis e precisam sempre ser mais bem divulgadas.

  2. Muito bom eese alerta Magda!
    Vamos espalhar seu texto e sensibilizar cada vez mais gente para que cada um cuide realmente do seu espaço.Precisamos ser todos fiscais da Natureza, do espaço que frequentamos…em qualquer lugar do mundo.Saber acionar os orgãos competentes faz parte dessa missão que temos que avivar.
    Veja este filminho precioso


    grande abraço!
    Carlos,Gabi e Mel

    • Magda disse:

      Eu já conhecia este pequeno e contundente filme – foi bom revê-lo, grata! E obrigada pelo retorno: que possamos, sim, motivar cada vez mais a TODOS para ações do dia a dia que vão se somar lá na frente! O pior é a omissão, o comodismo, a não-ação…ABRAÇO! Magda

  3. Elmira Mattos disse:

    É isso mesmo, Magda. Se cada um fizer a sua parte – a despeito das dificuldades – nossa cidade e nosso bairro ficarão melhores para se viver.
    Temos que fiscalizar e denunciar tudo que estiver ao nosso alcance.
    Parabenizo a dupla Alexandre e Janaína por terem atendido ao seu chamado. E a você, claro, por fazer a sua parte.
    Bonito texto!
    Abração, Elmira.

  4. Graça Costa disse:

    Olá Magda,
    Parabéns pelo texto, por sua atitude e agradeço tê-lo compartilhado comigo.
    Vou divulgá-lo entre meus conhecidos para que possamos aumentar a atenção das pessoas para fatos como estes.
    Um carinhoso abraço,
    Graça Costa

  5. Paulo Bastos disse:

    Magda, parabéns pelo seu envolvimento. Excelente texto!

  6. Marcelo disse:

    Oi Magda!
    Que belos texto e atitude. Conte comigo para protegermos o nosso pequeno enclave verde do Arpoador!
    Um grande beijo e que lindo entardecer está se formando,hein?
    Marcelo

  7. Lêda disse:

    Parabéns Magda !!!

  8. Solange disse:

    Magda, querida, parabéns pela iniciativa e excelente texto. Também andei patrulhando a Canning quando funcionários do Parques e Jardins foram podar as amendoeiras, mas eles me garantiram que era necessário para a sobrevivência delas. E realmente elas continuam lindas e frondosas, mas é imporante que estejamos atentos.
    Beijos
    So

  9. Ana Celia Pires disse:

    Amiga!
    Saudades Como sempre seu texto é claro e enganjado. Triste é relembrar os fatos grotescos que acontecem impunemente com aqueles que defendem nossas florestas. Mas temos que proseguir na luta, assim como você.

    Bjs
    Ana Celia

  10. Celeida disse:

    Muito bom o texto! Quiça a humanidade toda ter este grau de precepção e engajamento.

  11. Isis disse:

    Magda,
    grata pelo email me informando sobre seu texto aqui. Brilhante, lúcido, engajado, corajoso, útil !!! Ele oxigena a nossa vida e as nossas esperanças. Continue com essa força e esse interesse pelas manifestações da vida. Saudades, parabéns !

  12. Patrícia pr disse:

    Magda querida, acabei de passar aqui em Porto Alegre, pela mesma situação aqui nos fundos do meu predio. Abateram uma paineira de 40 anos e 17m, saudável, linda e que enfeitava e alegrava nossos olhos, infelizmente perdemos nossa bela vista. Fui até no Ministério Publico, mas como tinham licença, não conseguimos nada, eu e minhas vizinhas, choramos por 3 dias, tempo que levaram para conseguir abate-la, com aquele barulho infernal da motosserra. Nem consigo mais abrir a cortina….
    Adorei o seu artigo!!! Temos que ter fé!!!
    Beijos, saudades,
    Patrícia pr

  13. LISELOTTE disse:

    Parabéns Magda, lindo teu texto!
    bjão da mana
    Liselotte

  14. Alice Ribeiro disse:

    Magda querida!!!
    Já conheço o poder de mudança da sua escrita, mas neste texto você reuniu condição poética a uma denúncia necessária!!! Parabéns!!!
    Alice

  15. Ana Maria Mattos disse:

    Que texto bom de ler, Magda! Realista, poético, contundente, enfático e alertador.
    Lamentavelmente, na maioria das vezes que nos deparamos com situações como esta, os extirpadores têm autoriização da Secretaria de Meio Ambiente para executar o serviço (licença ambiental).
    Já anotei o telefone da Central da Prefeitura. Pena que agora o atendimento é eletrônico… Espero não precisar usá-lo e, se o fizer, espero não ficar de stand by como de costume.

  16. Mario Saladini disse:

    Relamente, é muito triste quando qualquer árvore é cortada em Ipanema ou em qualquer outro bairro. Os centros urbanos já são tão carentes de elementos naturais…

  17. Munir Alzuguir disse:

    Magda Bom dia
    Gostaria que esse seu artigo fosse publicado no Blog do Piraque, onde escrevo. Você autoriza?
    Grato Munir

  18. Henrique disse:

    Magda, isso que você fez é muito importante, mas ainda tem outro problema: a falta do plantio de árvores em novas construções. Vejam, por exemplo, os novos prédios da Rua da Passagem, com calçadas generosas e sem nenhuma árvore – é uma aridez de dar pena, ainda mais no calor do Rio de Janeiro. O resultado é que as calçadas já estão sendo usadas, como se podia prever, como estacionamento. Pelo que eu sei, os responsáveis pelas novas edificações são obrigados a plantar árvores na calçada. No entanto, uma colega da Secretaria de Meio Ambiente me disse que, no caso de isso não ser possível – o que, claramente, não é o caso da Rua da Passagem -, pode ser feita uma compensação plantando em outro local. Como se informar sobre isso?

    • Magda disse:

      Henrique, telefone para o número que coloquei na matéria acima (1746, OPÇÃO 3), dê os dados de localização dos referidos prédios, faça sua denúncia. Infelizmente, a gente tem que cobrar e cobrar…Na Rua Barão da Torre, em Ipanema, tb. está acontecendo uma aridez total, porque (segundo fui informada) deu uma doença geral nas árvores antes tão copadas e tiveram que ir retirando… Algumas foram replantadas, mas há que replantar TODAS! Pressione por aí que a gente pressiona por aqui, abração e obrigada por seu retorno.

  19. Rene disse:

    GRANDE ZÉ CASTANHEIRA – E parabéns, Magda, por estes seus textos tão bem escritos.

  20. Maria Cecilia disse:

    Querida Magda!
    Muito bom poder ler esse excelente texto produzido por vc.
    Parabéns!

  21. Ana Maria Pacheco disse:

    Magda, pessoa como você é que faz a diferença.Importante sempre pensarmos em colaborar de alguma forma com nossa cidade, nosso "mundo".Vamos sim, cobrar e plantar sempre a nossa sementinha nessa terra tão abençoada e producente. Parabéns e obrigada pelo seu excelente texto.Vale muito divulgar o que é importante,

    Beijo e mais uma vez Parabéns!

    Ana Maria Pacheco

  22. duardomaria disse:

    Interessante, o texto só já é pra lá de comovente,pois é preciso ter uma mente seletiva para não se derreter de tanta melancolia,não que a morte impune de um sustentalista amazônico deva passar incólume aos nossos sentidos torpedeados por tantas barbáries cotidianas, mas pô, avacalhar assim nossa motoserra de cada dia já é detonação extremista de uma suburbaninha que talvez nunca tenha de fato entrado um palmo sequer numa floresta de verdade, mas tudo bem, não atirarei a primeira pedra, quem é que por força de um sensacionalismo gratuito desta parafernália ambientalista, não agiria da mesma maneira, mas minha senhora por favor menos né, minha motosserra agradece.

  23. Cristina disse:

    Linda crônica…tenho esperanças que um dia as coisas serão sérias… isto acontecerá pq o ser humano será um Ser Vivo, não um Morto Vivo como atualmente.

    bjs Cris

  24. Carlos Coutinho disse:

    Parabéns Magda, bonito texto!
    Bjs Carlos

  25. Ana Luisa Lobo disse:

    Magda, parabenizo-a não somente pelo excelente texto mas, principalmente, pela bela iniciativa. É assim que todos deveriam se portar diante de situações como essas. Se as autoridades muitas vezes são omissas, cabe a nós fiscalizar e denunciar, sempre!
    Beijos,
    Ana Luisa

  26. ines disse:

    Magda,
    Adorei o texto!! Espero que ele tenha sensibilizado aqueles que ainda nao se conincientizaram da importancia da preservação ambiental. Vamos fazer cada um a nossa parte. Obrigada, e parabens!! Ines

  27. Aline Babo disse:

    Parabéns Magda, amei a crônica. Além de emocionante é também de utilidade pública!!!!

  28. Magda Von Brixen, parabéns por seu texto e seu envolvimento com um assunto que é dos mais importantes para o nosso país e para o mundo em que vivemos, não importa se na Amazônia ou em Ipanema. E que o povo brasileiro saia do comodismo e começe a reinvidicar mais, policiar mais e cobrar mais das autoridades públicas e dos órgãos de fiscalização. Suas palavras me motivaram e procurarei fazer a minha parte como cidadão. Congratulations e Vigilância Sempre!!! Haroldo Castro Neves / Instituto Decolar, presidente

  29. marmara disse:

    Parabéns Magda não só pelo belo texto mas pela coragem e disponibilidade em lutar. Que essa atitude nos sensibilize para fazer o mesmo. Bjs Mármara

  30. Paulo disse:

    Muito bom Magda, é bom saber que existem pessoas que estão zelando pela Vida

  31. Carla Bertelli disse:

    Oi querida Magda,

    Só agora li sua crônica … belíssima. Fiquei om lágrimas nos olhos. Parabéns pela crônica e por vc ser um exemplar de ser humano que o nosso mundo tanto merece e precisa.

    Bjs de luz, Carla.

  32. Sonia Bromberger disse:

    Magda querida, PARABENS !
    Pelo seu artigo, muito bem escrito , pois linha a linha traduz sensibilidade, conhecimento e profunda consciência e responsabilidade social, ou melhor: socio-ambiental __ o que é melhor ainda ! Informativo, contundente, comovente, generoso: necessário !! Vou divulgar. Conrado deve estar orgulhoso dessa mãe-força-da-natureza que a defende como uma leoa ferida… Linda a passagem sobre o Zé Castanheira, uma merecida homenagem … Beijo,
    Sonia

  33. Ana Zanelli disse:

    Oi, Magda! Seu texto é muito bom, e sua lucidez é melhor ainda…
    Apesar de tudo, esteja sempre bem.
    Beijo.
    Ana Z.

  34. gustavo hadba disse:

    belo texto . vamos cuidar com carinho e sem hipocrisia de tudo que nos traga coisas positivas de volta
    seja a floresta os filhos ou os amores

  35. Micaela Alic disse:

    lindo texto! las citaciones de Zé son emocionantes!!!! cuanta simpleza y sabiduria……..Por qué no podemos entender que la naturaleza es nuestro hogar? nos deshumanizamos en cada árbol derrubado, en cada lago arruinado por la polución, en cada ciudad que sigue creciendo descontroladamente…Hoy testimonio una foto de Custódio Coimbra en el jornal O Globo (sección Eco Verde, de Agostinho Vieira) que muestra aguas negras (esgoto) que desembocan en el mar, en la Av Niemeyer………no es novedad, ni es el único caso…pero siempre angustia, enoja…….Gracias Magda por la contribución: positiva, esperanzadora, proactiva!!!!!

  36. Heli Freireg disse:

    Que vozes como a sua, a minha e de tantos outros tenham Eco… Somos beija- flores a apagar o incêndio na floresta! Estou certa de que os endurecidos, os gananciosos, os imediatistas, a qualquer instante poderão se emocionar. O que tocará seus corações, fica ao encargo da Vida… e maneiras não faltam para isso! O que permite que um "Zé Castanheira" seja sensível, sábio e incomode a ponto de ser morto, é justamente a grandeza interior que a ilusão da ganância atrofia e faz o endurecido sentir-se ameaçado! A ilusão de que apenas o ganho pecuniário imediato, justifica a Vida, é digna de piedade! E assim vão pensando viver os atrofiados e cegos de espírito… Coitados! Que brados corajosos como o seu, continuem ecoando e consigam sensibilizar os indiferentes . Parabéns!
    Heli Freireg

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