Lixo, o campeão ao contrário do carnaval carioca

Eduardo Pegurier
07.03.2011

Bloco das Carmelitas em Santa Teresa, até agora, campeão do lixo - foto: veredaestreita

2ª feira, 7 de março

No Rio de Janeiro, a cada ano os blocos de rua ganham mais força, mas parece que a celebração da alegria e da descontração confunde liberdade com sujeira. Nesse campeonato ao avesso, onde ganha (perdendo) quem deixa a maior quantidade de lixo, segundo o Jornal do Brasil, até sábado, estava na frente o bloco das Carmelitas, de Santa Teresa, com 2,5 toneladas recolhidas pela Comlurb. Em segundo lugar ficou o Vem ni mim que sou facinha, de Ipanema, que deixou para trás 2,2 toneladas. Seguiu o Embaixadores da Cidade Maravilhosa, Lapa, com 1,5 toneladas. Bem que a irreverência podia ficar apenas para os nomes de bloco e fantasias engraçadas…

 

4ª feira, 9 de março – atualização

Segunda as últimas notícias, o Carmelitas perdeu fácil a liderança. O bloco Quizomba, da Lapa, gerou 4,4 toneladas de lixo. Mesmo assim, perdeu para a dupla Bangalafumenga, Jardim Botânico, e Simpatia é quase amor, Ipanema. Os dois juntos, diz a Comlurb geraram 12 toneladas de lixo, ou uma média de 6 toneladas para cada um. Ganharam o campeonato do Ao contrário do que deveria ser.



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4 respostas para “Lixo, o campeão ao contrário do carnaval carioca”

  1. Marcus Oliveira disse:

    Esse é apenas um dos sintomas do desenvolvimento urbano. Nada novo. Onde tem gente, tem lixo. É a ordem natural da coisas. Na verdade acredito que o ponto de crítica deveria ser outro. É difícil criticar pessoas que estão se divertindo, gerando lixo, sem ter onde colocá-lo. Partindo da teoria de que para tudo existe o lado positivo, vejo como mais uma lição aos Governos e lideranças em geral, de que é a cada dia mais urgente a modelagem de solução para resíduos urbanos. Hoje (já tem um bom tempo) existem soluções para o lixo urbano chamado RSU (resíduos sólidos urbanos). Existem soluções de geração de energia elétrica com a utilização de lixo urbano, porém falta uma série de coisas. A primeira delas é Vontade. Os Governos Municipais (responsável pelo tratamento de lixo urbano) tem que querer resolver o problema. A Segunda é acabar com as máfias do lixo, que são as empresas que tomam conta dos lixões. Licitação pública para definição das empresas responsáveis pelo tratamento e acondiconamento de lixo, envolve milhões e milhões dos cofres públicos. E a Terceira: Criação de um núcleo de projetos de solução de resíduos unindo iniciativa pública e privada para análise e apoio na obtenção re recursos junto ao BNDES etc. para desenvolvimento e implantação de projetos de geração de energia (usinas térmicas) nas localidades dos lixões. Assim a energia gerada seria utilizada nas localidades. Muito pode ser feito, basta querer.

  2. Marcus, falou tudo.
    É isso mesmo, é só quererem. E daí a importancia de votar direito para eleger prefeitos…exigir deles como candidatos o programa para tratamento dos Residuos do Municipio…e escolher quem tiver melhor visão e vontade de levar isso a sério. Não tenham dúvida que só gente competente e séria vai trabalhar direito essa questão.
    Aqui na ilha de Itaparica estamos bem longe disso….há anos!
    Vamos ter que botar alguem competente para limpar a Ilha….urgente!

  3. Oi Maria Aparecida, a ideia do prêmio é boa. O único problema é que se está premiando um comportamento indesejável, ou seja, premiando o menos mau. Talvez seja o caso de punir o bloco que deixa lixo de uma forma que puna também seus foliões. Algo como proibi-lo de sair no ano seguinte se não conseguir conter sua sujeira. Alguma coisa é preciso, porque é muito lixo.

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