Evento no Rio lança o livro verde dos negócios sustentáveis

Fabíola Ortiz
01.06.2011

"Cross Wind Bridge", a ponte que gera a energia da sua própria iluminação, foto: divulgação

O evento Rio Global Green Business reúne, até sexta-feira, na sede da FIRJAN, representantes de países como Inglaterra, Itália, México, Holanda, Japão, Chile e Argentina. Como forma de estimular as boas práticas no mundo, será lançado o Bright Green Book, o “Livro Verde do Século 21”, que apresenta 100 iniciativas que tiveram destaque, nos últimos dez anos, na contribuição para a virada em direção ao desenvolvimento sustentável, desenvolvidas por cidades ou empresas.

Nessa corrida em busca de alternativas para atrelar a sustentabilidade à economia as armas são inovação e tecnologia.

Destacam-se entre os projetos apresentados as casas de Bambu com micro-concreto do arquiteto brasileiro Alejandro Sartori, do Instituto do Bambu (UFAL), um tipo de estrutura leve e 30% mais barata; a iniciativa holandesa “WaveRoller”, de geração de energia a partir das ondas marítimas; e a criação do Green Investment Bank, na Inglaterra, um banco de investimento especializado em negócios sustentáveis. De Portugal veio a (já anglificada) “Cross-Wind Bridge”, criada pelos designers portugueses Tiago Barros e Jorge Pereira ), que aproveita o fluxo de carros por baixo dela para movimentar o ar e, com essa energia eólica, manter sua iluminação à noite.

Entre os desafios da transição está a rápida urbanização do mundo. São as cidades, por exemplo, que, de forma direta ou através do seu consumo, geram 70% do efeito estufa antropogênico. No entanto, elas também estão no centro das inovações verdes, defende Alain Grimard, o canadense que ocupa o cargo de representante regional da ONU-HABITAT, Programa da ONU para os Assentamentos Humanos. “Mais da metade da população mundial vive em centros urbanos. São as cidades as que mais emitem gases de efeito estufa, mas igualmente são capazes de mudar este panorama”, disse ele a ((o))eco.

Se todas as cidades pintassem as ruas e os tetos dos edifícios nas cores branca, amarela ou verde, ao invés de cores escuras, haveria uma redução de 1 a 2% do total do consumo de energia. “Apenas a imposição de uma regra como essa ajudaria a economizar milhões de dólares”, afirmou. Sozinha, a energia utilizada para iluminar edifícios residenciais e comerciais nas cidades responde a 25% das emissões de gases de efeito estufa, o dobro da contribuição do transporte, de 14% .

Estamos seguindo um caminho de uma urbanização verde? Grimard responde: “Isso não é utópico, é necessário”. A Europa está na frente, mas os EUA, a América do Sul e demais regiões do mundo terão que trilhar esse caminho. “Líderes locais e a sociedade civil devem se mover na direção das regulações e hábitos sustentáveis. Este é o futuro. Mesmo que alguns gestores não gostem disso, eles serão forçados”, argumentou o representante da ONU-HABITAT.



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2 respostas para “Evento no Rio lança o livro verde dos negócios sustentáveis”

  1. Rosiane disse:

    Nossa, como é interessante esse assunto, que bom,se todos ou pelo menos a maioria, importasse e fizesse por onde tornar tudo isso realidade. Estou cursando "superior tecnológico em Gestão ambiental" amoo e quero poder ajudar de alguma forma, tudo isso acontecer.

  2. […] entre os projetos apresentados as casas de Bambu com micro-concreto do arquiteto brasileiro Alejandro Sartori, do Instituto do Bambu (UFAL), um tipo de estrutura leve […]

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