Em defesa da energia nuclear

Eduardo Pegurier
14.03.2011

Usina atômica Fukushima Dai-ni, sob risco de vazamento depois do tsunami, foto: Digital-Globe Imagery

O tema sempre foi e será controvertido, já que não só está associado às mais destrutivas armas que o ser humano já criou, como também ao horrível acidente de Chernobyl. Mas tudo na vida é uma escolha e a energia nuclear, que foi o inimigo número um dos verdes na década de 80, passou a ser defendida por cientistas de peso, como James Lovelock, criador da hipótese de Gaia e que também prevê um radical aquecimento antropogênico do planeta ao longo do século XXI. O artigo de Claudio Angelo, no blog de Ciência da Folha, faz uma boa análise.

Gerar energia por fissão é uma operação cara, tecnologicamente complicada e exige, como lembrou Haroldo Ceravolo no Twitter, eterna vigilância. Tudo isso são preços que o Japão e outros países que mergulharam de cabeça no átomo, como a França e a Bélgica, podem pagar. Não é, como muito luddita tem dito por aí, uma energia que deva ser banida por ser inerentemente insegura. Quem falhou em Tchernobil não foi um reator, foi a União Soviética. O Japão usa essa tecnologia há mais de 40 anos e foi preciso o quinto maior terremoto da história para causar seu primeiro acidente nuclear.



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3 respostas para “Em defesa da energia nuclear”

  1. @Edu_Cezimbra disse:

    O artigo é contaminado com o indisfarçavel ranço tecnocrático.
    Não é questão de ser luddita, nem de se justificar um erro com outro erro (energia atômica Xtermoelétrica).
    É preciso sairmos das energias sujas, pesadas e concentradoras de poder para as energias limpas, renováveis e descentralizadas.

    • Olá Edu, o ponto da concentração de poder/descentralização é muito bom

      • Acredito que a gente vai caminhar para um mundo com uma matriz muito mais diversa de energia. Não vai ser fácil largar o fóssil e os pobres ascendentes do planeta também têm direito a consumir. Então, é complicado. Talvez a gente tenha que usar mais nuclear por algum tempo, durante o período de transição. Há nomes de peso no ambientalismo defendendo essa opção. Por outro lado, parece que o ritmo de desenvolvimento da tecnologia solar está acelerando. Esse acidente do Japão, independente do desfecho, vai provocar reflexão sobre as vantagens da nuclear. Quem puder, não deve usar. É o nosso caso. Com tantas alternativas de energia renovável(hidro, eólica, solar, álcool), o Brasil não precisa de usinas nucleares e nem parece, como diz o Sérgio, preparado para lidar com seus possíveis acidentes.

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