Bola de futebol de dia, bateria à noite

Luana Caires
14.02.2011


 

E se aquela “pelada” do fim de semana fosse capaz de gerar energia? Com a Soccket isso já é possível. Criada por quatro engenheiras da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, essa bola de futebol é capaz de armazenar eletricidade suficiente para carregar um celular ou  iluminar uma pequena lâmpada de LED por até três horas com apenas 15 minutos de jogo, tempo que já foi reduzido para 10 minutos na sua versão 2.0.

A ideia surgiu como um projeto de faculdade, uma solução criativa para ajudar comunidades africanas pobres a criar sua própria energia aproveitando um esporte bastante popular no continente. Segundo dados da FIFA, mais de 270 milhões de pessoas jogam futebol em todo o mundo, sendo que 46 milhões delas são da África – onde 95% da população vive sem acesso à eletricidade, de acordo com o World Bank Millennium Goals Report.

Longe de ser a resposta definitiva para o problema da crise energética, a Soccket não deixa de ser uma criação inventiva. Ela utiliza um mecanismo de bobina indutiva semelhante aos encontrados em lanternas de agitar-carga. O seu movimento força um ímã para essa bobina que induz uma tensão para gerar eletricidade, que fica armazenada em uma bateria. O peso da bola é um pouco acima do das convencionais, mas não chega a atrapalhar o jogo.

Para testar a eficácia da Soccket, suas criadoras viajaram pela América do Sul, Libéria e Nigéria. Com esse projeto, elas pretendem mostrar que é possível encontrar soluções inovadoras para os problemas do dia-a-dia e esperam poder comercializar a bola nos países desenvolvidos em breve. O lucro da venda será usado para financiar sua distribuição em países pobres por meio de organizações como a Whizz Kids United, que possui projetos de prevenção e tratamento do HIV.





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